Publicado 21/04/2026 14:33

O governo está avaliando a possibilidade de interromper o diálogo com os dissidentes de “Walter Mendoza” após a morte de três milita

Archivo - Arquivo - 15 de abril de 2023, San Vicente del Caguan, Caquetá, Colômbia: Um membro da guerrilha das FARC-EP durante o anúncio feito pelo Estado-Maior Central (EMC) das FARC sobre o início das negociações de paz com o governo colombiano, durante
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo da Colômbia está avaliando a possibilidade de se retirar da mesa de negociações com a dissidência das FARC, a Coordenadora Nacional Exército Bolivariano, em resposta à morte, nas últimas horas, de três militares em combates com o grupo armado em Nariño, conforme antecipou Armando Novoa, chefe da delegação.

Novoa condenou o ocorrido em Nariño, onde três militares morreram e vários menores ficaram feridos por minas antipessoais, e criticou a Coordenadora Nacional por não ter cumprido os acordos estabelecidos na quarta rodada de negociações em Putumayo, onde foi acordada a retirada desses explosivos.

Esses dois fatos “vão contra os diálogos de paz” e “afetam gravemente a credibilidade dos diálogos”, alertou Novoa, pelo que terão de estudar “imediatamente” o futuro dos mesmos com o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o comissário para a Paz, Otty Patiño.

A Coordenadora Nacional Exército Bolivariano é uma cisão da dissidência da Segunda Marquetalia que agrupa os Comandos da Fronteira e a Coordenadora Guerrilheira do Pacífico, e que tem o histórico líder guerrilheiro José Vicente Lesmes, conhecido como “Walter Mendoza”, como representante na mesa de negociações.

Novoa assinalou que esses últimos fatos ocorridos em uma área rural de Ipiales, no departamento de Nariño, representam um golpe aos acordos e colocam os Comandos da Fronteira “em uma situação insustentável na mesa de diálogo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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