MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Argentina, Javier Milei, está "em excelente estado de saúde" e trabalhando normalmente" depois de ter sido evacuado na quarta-feira, quando a caravana eleitoral em que viajava pela cidade de Lomos de Zamora, ao sul de Buenos Aires, foi alvo de arremesso de pedras.
Foi o que disse o porta-voz do governo, Manuel Adorni, na quinta-feira, ao fazer um balanço do incidente que resultou na prisão de duas pessoas por "atacar" o presidente e os demais acompanhantes, incluindo sua irmã e secretária-geral da presidência, Karine Milei.
"Eu queria confirmar que nenhum feriado bancário será decretado pelos eventos de ontem", disse ele ironicamente em uma aparição sem perguntas, na qual lamentou que "alguns campeões da democracia" tenham reagido com "silêncio" ao ataque, resultado de uma aparente "vocação seletiva para repudiar ataques".
Adorni, que logo após o evento culpou o kirchnerismo, disse que a Argentina "das pedras e garrafas" é a que defende "a velha política". "Felizmente, hoje existe outra Argentina. Sua marcha rumo à liberdade, apesar do fato de que muitos não querem que isso aconteça, é imparável", acrescentou.
O governo central culpou as autoridades locais pelo ocorrido, enquanto o ministro da segurança da província de Buenos Aires, Javier Alonso, disse em uma entrevista de rádio que o chefe das forças armadas é o principal responsável pela proteção do presidente.
"Eu não decidi que a caravana aconteceria, nem tivemos informações prévias", disse Alonso, que condenou os incidentes violentos ao mesmo tempo em que acusou o governo de "incitar" essa violência, relata o diário 'Clarín'.
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