Publicado 25/08/2026 09:34

O governo aprova o “comando único” em Ceuta para a coordenação da “devolução e repatriação” de imigrantes

(Da esquerda para a direita) O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, a porta-voz do Governo e ministra da Inclusão, Previdência Social e Migrações, Elma Saiz, e o ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, duran
Jesús Hellín - Europa Press

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo aprovou nesta terça-feira o “comando único” em Ceuta devido à crise migratória que afeta a cidade autônoma, sob a supervisão do ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres.

A decisão foi tomada após a reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional, presidida pelo presidente Pedro Sánchez, na qual foi abordada a “situação de interesse para a segurança nacional” em Ceuta, após a entrada em massa, no final de julho, de mais de 80 mil migrantes pela fronteira com o Marrocos.

A ministra da Inclusão, Previdência Social e Migrações e porta-voz do Governo, Elma Saiz, explicou que, pela primeira vez, o Governo vai constituir uma “autoridade funcional” — conhecida como “comando único” —— liderada pelo ministro Ángel Víctor Torres para “reforçar a coordenação” entre todas as autoridades e administrações envolvidas. Trata-se, segundo Saiz, de uma “nova fase” em Ceuta para responder à crise.

Além disso, o comando único contará com um comitê especializado no qual estarão representados a cidade autônoma com seu presidente, Juan Jesús Vivas, a Delegação do Governo, o Centro Nacional de Inteligência (CNI), além do departamento de Segurança Nacional e onze ministérios envolvidos na gestão da crise migratória.

Nesse contexto, Saiz afirmou que “Ceuta é hoje o coração da Espanha” e que o Governo espanhol “esteve, está e continuará na cidade pelo tempo que for necessário, com os recursos que forem necessários”.

A ministra afirmou que a situação da cidade autônoma é “extraordinária”, o que exige também “uma resposta extraordinária” que vem sendo implementada “em diferentes fases, desde a segurança e o controle da situação, a coordenação e a colaboração entre as administrações até a assistência humanitária”.

“DEVOLUÇÃO E REPATRIAMENTO”

Por sua vez, Torres argumentou que, na primeira fase de resposta à crise, entre “24 e 48 horas” foram devolvidos ao Marrocos 90% a 95% dos mais de 70 mil migrantes que entraram em Ceuta nos dias 30 e 31 de julho.

Em sua opinião, foi uma “ação acertada que surtiu efeito”, mas agora o governo inicia uma segunda fase para todos aqueles que não retornaram ao seu país de origem. Para o ministro, a prioridade está no “retorno e na repatriação do maior número possível de pessoas”, tanto adultos quanto menores de idade, mas sempre respeitando a ordem jurídica e os direitos.

Assim, ele afirmou ainda que solicitou comparecer na quinta-feira à Comissão de Segurança Nacional e que se deslocará a Ceuta para realizar reuniões de trabalho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado