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MADRID 5 set. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos dois militares colombianos morreram e outros cinco ficaram feridos em um ataque atribuído ao Exército de Libertação Nacional (ELN) contra instalações das Forças de Segurança em Ocaña, no departamento de Norte de Santander, no noroeste da Colômbia, segundo informaram as autoridades do país.
O ataque, ocorrido na noite desta sexta-feira, foi realizado com drones carregados de explosivos contra o Cantão Militar El Trapiche, onde também está localizado o 15º Batalhão de Infantaria “General Francisco de Paula Santander”. Uma aeronave da Força Aérea Colombiana também foi atingida por estilhaços provenientes das explosões.
O balanço inicial divulgado pelas autoridades indica que os mortos foram um oficial e um soldado profissional, e que os outros cinco membros do Exército que ficaram feridos estão recebendo atendimento médico.
O Ministério da Defesa condenou as ações violentas e destacou que os ataques também atingiram a Delegacia de Polícia de Guamalito, no município de El Carmen, igualmente em Norte de Santander. De acordo com o Ministério da Defesa, os agressores utilizaram aeronaves não tripuladas adaptadas para transportar os explosivos.
Efetivos do Exército e da Polícia Nacional mobilizaram-se na região com o objetivo de restabelecer o controle, proteger a população e localizar os responsáveis pelos ataques.
O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, transmitiu suas condolências aos familiares dos militares falecidos e expressou seus votos de recuperação aos feridos. Além disso, anunciou — juntamente com altos comandos militares e policiais — a elaboração de uma nova estratégia de segurança para a região do Catatumbo, uma área especialmente afetada pela presença de grupos armados e atividades ilícitas.
“Ao ELN digo com absoluta clareza: por cada policial ou soldado que assassinarem, farei com que todo o peso e toda a força legítima do Estado recaia sobre vocês. Vamos persegui-los, encontrá-los e combatê-los incansavelmente. Vocês vão se arrepender de cada colombiano que assassinarem”, advertiu por meio de uma publicação nas redes sociais.
A nova operação terá como foco, segundo o governo, as estruturas do ELN, seus líderes, suas fontes de financiamento e as atividades ilegais que sustentam suas ações armadas.
“Vamos acabar com esse câncer do narcoterrorismo que, durante décadas, tem sangrado o Catatumbo e a Colômbia”, afirmou o presidente, antes de insistir que os ataques contra as forças de segurança não alterarão a posição do Executivo.
Por sua vez, o Ministério da Defesa garantiu que “o terrorismo não subjugará o Estado” e prometeu que empregará “toda a força legítima para perseguir, localizar e combater os responsáveis”.
Diante disso, as autoridades indicaram que a situação continua em andamento e que fornecerão novos detalhes sobre os fatos à medida que as condições de segurança e as operações realizadas na região permitirem.
Esses ataques ocorrem depois que De la Espriella anunciou nesta sexta-feira a captura, em Ocaña, de “Firu”, um importante membro do ELN que, segundo o presidente, havia sido designado pela milícia com o objetivo de atentar contra sua vida.
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