Publicado 29/05/2025 07:10

O governo acusa o PP de trair o "espírito de acordo" da Conferência dos Presidentes por interesses partidários

O Ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres (à esquerda), preside a reunião do Comitê Preparatório da Conferência de Presidentes, no Ministério de Política Territorial e Memória Democrática, em 28 de maio de 2025, em Madr
Diego Radamés - Europa Press

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, acusou os governos regionais do PP de trair o "espírito de acordo" da Conferência de Presidentes por interesses partidários.

"O Partido Popular tem exigido, ameaçado e até mesmo recorrido à justiça para nos obrigar a convocar a Conferência de Presidentes. Fazemos isso depois de seis meses, e o que eles fazem é ir ao comitê preparatório para votar contra o que é um órgão, que eu gostaria que eles lessem seus regulamentos, de acordos, de diálogo interadministrativo, não é um órgão para votação partidária", disse ele em uma entrevista na TVE, relatada pela Europa Press.

Dessa forma, Torres acusou depois que os executivos do PP votaram na quarta-feira contra a agenda da cúpula a ser realizada em 6 de junho em Barcelona.

Na opinião de Torres, o PP e seus presidentes regionais decidiram se opor "em bloco", apesar do fato de que o governo "aceitou praticamente tudo o que eles pediram", como falar sobre financiamento, modelo de energia ou ocupação.

"Incluímos literalmente como eles nos pediram. Tínhamos dois pontos propostos pelo governo espanhol - habitação e formação profissional e universitária, que são mantidos - e acabamos propondo seis, e mesmo assim eles votaram contra porque já iam com uma indicação para votar contra", criticou.

PROJETOS SOBRE JUSTIÇA SÃO DE COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS

E criticou o fato de as comunidades do PP quererem acrescentar como ponto que o governo deveria retirar os projetos de lei que têm a ver com a renovação da justiça, quando isso é "algo que não é da competência da Conferência de Presidentes", mas sim "decidido nas Cortes Gerais".

"Imagine agora que pedimos à Comunidade de Madri para não aprovar o que ela pode aprovar no campo legislativo em sua própria esfera", comparou.

Torres enfatizou que um fórum como a Conferência de Presidentes nasceu com "o desejo, conforme expresso em seu preâmbulo, de colaboração interadministrativa".

"Só agora estamos encontrando esses obstáculos, com esses votos contra, com essas rejeições, em um órgão que nasceu para nos ajudar, e que foi muito importante nos tempos muito difíceis da pandemia, porque os tínhamos todos os domingos e lá todos nos ajudávamos. Parece que o espírito daquela época foi esquecido", criticou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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