Carlos Luján - Europa Press
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O Governo considera que “não seria compreensível” proceder à retirada do passaporte de Begoña Gómez, esposa do presidente do Governo, Pedro Sánchez, tal como reclamou a acusação popular ao juiz responsável pelo processo contra ela, Juan Carlos Peinado.
“Estamos falando de retirar o passaporte da esposa do presidente do Governo da Espanha”, destacou a ministra porta-voz, Elma Saiz, ao ser questionada sobre esse pedido, ressaltando que “é uma medida que não seria compreensível”.
A acusação popular liderada pela Hazte Oír manteve nesta segunda-feira o pedido de retirada do passaporte, a proibição de saída do território nacional e a obrigação de comparecimentos quinzenais no tribunal para Begoña Gómez, bem como a proibição de ela dispor das participações de sua empresa ou das marcas associadas à Universidade Complutense de Madri (UCM).
Foi o que informaram fontes jurídicas à Europa Press após a audiência preliminar e a audiência sobre medidas cautelares realizada nesta segunda-feira nos tribunais da Plaza de Castilla (Madri), para a qual foram intimados Gómez, sua assessora, Cristina Álvarez, e o empresário Juan Carlos Barrabés, todos investigados no “caso Begoña Gómez”.
Após mais de três horas de audiência preliminar, o juiz Peinado, que propõe julgar Gómez por júri popular por supostos crimes de desvio de fundos, tráfico de influências, corrupção nos negócios e apropriação indevida de marca, não decidiu sobre as medidas cautelares solicitadas pela acusação, que ficaram pendentes. Assim, o magistrado deverá decidir sobre elas nos próximos dias.
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