Publicado 14/01/2026 17:44

O Governo aconselha os espanhóis que se encontram no Irã a abandonarem o país.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação da Espanha, José Manuel Albares, durante o evento “Los Desayunos del Ateneo”, no Ateneo de Madrid, em 12 de janeiro de 2026, em Madrid (Espanha).
Diego Radamés - Europa Press

MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação recomendou aos espanhóis que se encontram no Irã que abandonem o país “utilizando os meios disponíveis”, ao mesmo tempo que desaconselhou viajar para a zona devido à situação de “grande instabilidade” que se vive na região.

O departamento dirigido por José Manuel Albares atualizou as recomendações de viagem ao Irã, indicando que a situação é “instável em todo o país”. A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) estimou nesta quarta-feira em mais de 3.400 o número de mortos e “milhares” de feridos como consequência da repressão das forças de segurança do país centro-asiático durante os protestos antigovernamentais que começaram há mais de duas semanas.

O Ministério das Relações Exteriores lembrou que “as comunicações estão cortadas desde 8 de janeiro, incluindo a Internet e a entrada de chamadas telefônicas provenientes do exterior”.

Nesse contexto, o Ministério lembrou que a maioria das companhias aéreas suspendeu suas operações, pelo que se recomenda “verificar com a companhia aérea a situação das conexões aéreas, uma vez que estas podem ser alteradas pela evolução da situação”. Assim, salientou que as fronteiras com a Armênia, Turquia, Azerbaijão e Turcomenistão “estão abertas para cidadãos estrangeiros”. O Ministério das Relações Exteriores também recomendou ficar atento às redes sociais e outros meios de comunicação da Embaixada da Espanha em Teerã, assim que as comunicações pela Internet forem restabelecidas. Explicou que “as interrupções nas comunicações e na Internet, agora bloqueadas, são frequentes” e que sistemas de mensagens como o WhatsApp e redes sociais como o Facebook, X ou Instagram “estão bloqueados”. “Isso pode significar ficar incomunicável por longos períodos de tempo”, observou. EVITAR MANIFESTAÇÕES

Por outro lado, o Ministério também “desaconselha totalmente se envolver em manifestações de qualquer tipo, tirar fotos ou gravar vídeos delas, bem como de qualquer edifício oficial”. “É preciso ter em conta que, neste momento, qualquer cidadão que tire fotos ou grave vídeos fora das zonas turísticas pode ser considerado suspeito por estas autoridades”, precisou. Também pediu “veementemente” para não tirar fotos ou gravar vídeos de instalações militares ou governamentais, nem se manifestar publicamente sobre questões políticas ou religiosas, mesmo através das redes sociais. “Vários cidadãos europeus foram detidos e condenados a penas de prisão por esses motivos”, lembrou. Por fim, o Ministério das Relações Exteriores indicou que os estrangeiros que residem no Irã com uma autorização de trabalho “devem solicitar uma autorização de saída sempre que desejarem sair do país”. Essa autorização, segundo detalhou o Ministério, “deve ser solicitada com antecedência suficiente pela empresa para a qual trabalham”. “A Embaixada não tem qualquer capacidade de autorizar a saída do Irã dos cidadãos espanhóis que se encontram aqui, uma vez que se trata de uma questão que depende inteiramente das autoridades e da lei iraniana”, acrescentou.

Albares exigiu nesta segunda-feira às autoridades iranianas que cessem a violência contra os manifestantes e respeitem sua liberdade de manifestação, ao mesmo tempo em que se mostrou contrário a uma eventual intervenção dos Estados Unidos, pois considera que não é isso que o país centro-asiático precisa agora.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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