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Dois agentes da CIA que participaram da operação em Chihuahua são expulsos do México
MADRID, 27 maio (EUROPA PRESS) -
A governadora do estado mexicano de Chihuahua, María Eugenia Campos, afirmou nesta quarta-feira que o Estado quer “fabricar um caso” contra ela, durante sua audiência na Procuradoria Geral da República sobre a operação contra o narcotráfico, na qual morreram dois agentes da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, no último dia 19 de abril.
“Hoje compareci à Procuradoria-Geral da República de frente, como sempre fiz. Hoje volto a levantar a voz contra um ato autoritário que pretende, sem respeitar a lei, fabricar um caso contra mim”, afirmou em suas redes sociais.
A governadora de Chihuahua criticou na mesma mensagem que “a perseguem com todo o peso do Estado”, apesar de ela, segundo garantiu, “trazer resultados”, enquanto “àqueles que são acusados de ligações com o crime organizado concedem impunidade absoluta”.
Assim, ela exortou a população a não “normalizar o que acontece hoje no México: a dor, a violência, nem o uso das instituições para perseguir quem pensa diferente”.
“Hoje a pergunta é clara: o que vamos fazer juntos para defender o México e nossas liberdades? Por Chihuahua, pela liberdade, pela nossa pátria e pelas famílias que juramos proteger, vamos lutar até o fim”, afirmou.
Campos, que reiterou perante o Ministério Público que é alvo de uma “perseguição política”, afirmou em um documento apresentado juntamente com seu advogado Roberto Gil — e divulgado pelo jornal ‘El Sol de México’ — que sua intimação é “inconstitucional”.
"Fui intimada sob o pretexto de ser uma 'testemunha', mas com o objetivo grosseiro de fabricar um caso contra mim e me tornar ré", denunciou em declarações à imprensa ao término de seu depoimento como testemunha.
Nesta mesma quarta-feira, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou em coletiva de imprensa a expulsão dos dois agentes norte-americanos. “Foi solicitado à Embaixada (dos Estados Unidos) que eles se retirassem do país por meio de uma nota, e eles se retiraram”, afirmou.
Assim, ela lembrou que foram quatro os agentes que participaram da operação, dois dos quais “infelizmente faleceram no país” e os demais que “não possuíam credenciamento”, razão pela qual foi solicitado que abandonassem o território mexicano.
“Eles entraram legalmente no México, mas não se registraram para o caso de realizarem atividades de inteligência”, destacou, antes de indicar que lhes foi dada a opção de realizar esse registro como alternativa, o que eles recusaram.
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