Publicado 26/05/2026 20:56

O governador de Sinaloa comparece ao Ministério Público do México após ser acusado de supostas ligações com o "narco"

Archivo - Arquivo - O governador do estado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, assiste ao primeiro discurso sobre o estado da União da presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, no Palácio Nacional, em 1º de setembro de 2025, na Cidade do México, México.
Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo

MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -

O governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, informou nesta terça-feira que compareceu à sede da Procuradoria-Geral da República do México (FGR) em Culiacán, no âmbito da investigação aberta por esse órgão jurídico e impulsionada pelos Estados Unidos devido a supostas ligações do líder político com o tráfico de drogas.

“Hoje compareci à Procuradoria-Geral da República, com sede em Culiacán, Sinaloa. Respondi às perguntas que me foram feitas pela agente do Ministério Público Federal”, indicou Rocha em uma mensagem nas redes sociais, na qual afirmou ter a “firme determinação” de comparecer a “todas” as intimações que lhe forem feitas pela autoridade investigadora “no momento em que esta julgar necessário”.

Nesse sentido, após afirmar acreditar no sistema judicial mexicano, confiar no Estado de Direito do país e respeitar suas instituições de justiça, o governador de Sinaloa, atualmente em licença, advertiu que não deixará de lutar “de cabeça erguida” para que “a verdade prevaleça”.

Por fim, após elogiar as reformas e a “sanitização” decorrentes da Quarta Transformação, movimento impulsionado pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, o sinaloense destacou a “liderança honesta” da chefe do Executivo mexicano, Claudia Sheinbaum, reivindicando-a como uma mandatária que “luta com inteligência e profundo patriotismo pelo respeito absoluto” à soberania nacional “diante de qualquer tentativa de manchá-la”.

Foi no início deste mês de maio que Rocha Moya anunciou que deixaria temporariamente seu cargo, depois que a FGR notificou a abertura da referida investigação, resultado das acusações formuladas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionando-o ao cartel de Sinaloa.

Seu nome apareceu em um depoimento do líder detido do cartel de Sinaloa, Ismael 'El Mayo' Zambada, publicado em 11 de maio de 2024. Na ocasião, Zambada afirmou que sua captura em julho daquele ano foi resultado de uma emboscada armada por Joaquín Guzmán, filho do chefão dos chefões Joaquín 'Chapo' Guzmán, sob o pretexto de um encontro no qual supostamente iria resolver divergências entre Rocha Moya e o ex-prefeito de Culiacán, Héctor Cuen Ojeda, que acabou sendo assassinado em um suposto assalto.

No entanto, a acusação norte-americana vai além e afirma claramente que Rocha foi eleito governador em 2021 com a ajuda de “Los Chapitos”, a facção do Cartel de Sinaloa liderada pelos filhos de “Chapo” Guzmán, entre eles Joaquín. No entanto, Rocha negou repetidamente qualquer tipo de ligação com o “narco”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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