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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O governador democrata do estado de Illinois, JB Pritzker, rejeitou um possível plano orquestrado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar a Guarda Nacional para a capital, Chicago, depois de ter antecipado a operação sem dar mais detalhes sobre ela.
"A segurança do povo de Illinois é sempre minha maior prioridade. Não há nenhuma emergência que justifique que o presidente dos Estados Unidos (...) mobilize a Guarda Nacional de outros estados ou envie militares da ativa para dentro de nossas próprias fronteiras", disse Pritzker.
Depois da operação implementada na capital dos EUA, Washington DC, sob o pretexto de combater o crime colocando a Guarda Nacional nas ruas - que terminou com mais de 700 prisões - o inquilino da Casa Branca quer replicar essas medidas em mais cidades dos EUA, incluindo Chicago.
"Chicago é um desastre", disse ele em uma declaração no Salão Oval, na qual também criticou a "incompetência" do atual prefeito da cidade, o democrata Brandon Johnson. Assim, ele antecipou qual poderia ser a próxima cidade a ser militarizada, sem detalhar nenhum plano concreto.
O prefeito Jhonson respondeu com "preocupação" sobre o possível envio da Guarda Nacional, garantindo que isso não se justifica devido à redução da criminalidade que as ruas de Chicago sofreram no último ano.
"Reduzimos os homicídios em mais de 30%, os roubos em 35% e os tiroteios em quase 40%", disse ele em um comunicado divulgado na sexta-feira.
"A Guarda Nacional não financiará totalmente nossas escolas públicas nem fornecerá atendimento de saúde mental e tratamento de abuso de substâncias para os moradores de Chicago que precisam. A Guarda Nacional não substitui os dedicados agentes da lei local e os interventores da violência na comunidade que conhecem e servem nossas comunidades diariamente", diz a declaração.
Por enquanto, tanto o governador de Illinois quanto o prefeito de Chicago garantiram que não receberam nenhuma solicitação ou comunicação do executivo de Trump a esse respeito, assim como as autoridades estaduais não solicitaram "intervenção federal".
"Donald Trump está tentando criar uma crise, politizar os americanos que servem em uniforme e continuar a abusar de seu poder para desviar a atenção da dor que está causando às famílias", acusou o governador Pritzker.
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