Publicado 22/07/2026 12:33

O governador de Antioquia propõe a De la Espriella que lance sua política de segurança com uma ofensiva em 'Calarcá'

20 de julho de 2026, Medellín, Antioquia, Colômbia: O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, participa do desfile militar do Dia da Independência da Colômbia em Medellín, Colômbia, em 20 de julho de 2026.
Europa Press/Contacto/Camilo Moreno

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O governador de Antioquia, Andrés Julián Rendón, propôs ao presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que inaugure sua nova política de segurança bombardeando o líder das dissidências das FARC, Alexander Díaz Mendoza, conhecido como “Calarcá”, e pulverizando glifosato sobre as plantações de coca.

“Bombardear ‘Calarcá’ será a melhor maneira de inaugurar a política de segurança do presidente Abelardo”, defendeu o governador da região em entrevista à Blu Radio, na qual detalhou algumas das questões que levantou com De la Espriella durante as reuniões que mantiveram nesta semana.

Rendón criticou a política de segurança do presidente cessante, Gustavo Petro, a quem acusou de ter permitido o crescimento dos grupos armados com esse tipo de medidas. “Uma das coisas que mais nos afetaram com o governo que, felizmente, está chegando ao fim é o agravamento da insegurança”, disse ele.

“O Clã do Golfo cresceu 60% com a equivocada ‘paz total’; as FARC cresceram 70%; aqui, ‘Calarcá’ foi capturado há dois anos e Petro ordenou que fosse libertado; vimos cerca de 60 militares, soldados e policiais morrerem por causa desses grupos criminosos”, afirmou o governador de Antioquia.

“Este governo que está chegando ao fim bombardeou todas as estruturas criminosas, mas a ‘Calarcá’ nem com uma pétala de rosa tocava”, denunciou Rendón, que também apresentou a De la Espriella uma lista com cerca de vinte alvos de alto valor de diversos grupos armados, como o Clã do Golfo, o ELN e El Mesa, uma organização criminosa de caráter local, embora com presença fora de Antioquia.

Além disso, ele também apresentou a proposta de voltar a utilizar drones e aeronaves para pulverizar com glifosato as mais de 20.000 hectares de coca que atualmente se estendem por todo o departamento, uma iniciativa polêmica amplamente questionada por suas consequências ambientais.

Diante desses fatos, Rendón explicou que “faz todo o sentido” que De la Espriella queira lançar sua nova política de segurança em Antioquia, cuja capital, Medellín, ele pretende transformar em mais uma das sedes da presidência, de onde coordenar, por exemplo, o chamado ‘Escudo das Américas’ dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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