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MADRID, 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O opositor venezuelano Edmundo González defendeu nesta quinta-feira que a opositora e Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado “tem o direito de entrar na Venezuela”, em meio a especulações sobre seu possível retorno ao país, do qual ela partiu justamente para receber, em dezembro de 2025, o referido prêmio na Noruega.
“Existem princípios que não admitem negociação. O direito de todo venezuelano de entrar, permanecer e retornar ao seu próprio país não depende de uma autorização do poder”, afirmou González em uma mensagem nas redes sociais, na qual destacou que se trata de “um direito reconhecido pela Constituição e pelo Direito Internacional dos Direitos Humanos”.
Assim, ele ressaltou que Machado, “como qualquer venezuelano”, “tem o direito de entrar na Venezuela”. “Defender esse direito é defender uma garantia que pertence a todos os cidadãos, independentemente de qualquer posição política”, afirmou, antes de ressaltar que “um país não pode se reconstruir enquanto seus cidadãos dependerem da permissão do poder para voltar para casa”.
“A Venezuela voltará a ser uma República e, nesse momento, os venezuelanos exercerão seus direitos”, afirmou ele, dias depois de a própria Machado — que garantiu repetidas vezes desde sua saída que planeja voltar ao país, a última delas no domingo, quando destacou que o fará “muito em breve”, após os devastadores terremotos na Venezuela.
Machado afirmou no domingo, em entrevista concedida à emissora de televisão norte-americana Fox News, que “chegou a hora” de voltar à Venezuela, ao mesmo tempo em que sustentou que considera seu “dever” o de “acompanhar” a população após os terremotos, que deixaram cerca de 2.300 mortos e 11.000 feridos, segundo o último balanço divulgado pelas autoridades.
O país sul-americano é liderado atualmente por Delcy Rodríguez, nomeada presidente interina após a operação militar lançada em janeiro pelos Estados Unidos contra Caracas, que resultou em mais de mil mortos e na captura do então presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, ambos transferidos para território norte-americano.
Por sua vez, González chegou à Espanha em setembro de 2024, após deixar Caracas em um avião da Força Aérea espanhola, depois de passar mais de um mês sob proteção em instalações diplomáticas da Holanda, após sua derrota para Maduro nas eleições daquele ano, marcadas por denúncias de fraude por parte da oposição.
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