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MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, rejeitou "com absoluta firmeza" as declarações do presidente da Guiana, Irfaan Ali, sobre o suposto envolvimento do governo venezuelano em atividades ilegais de contrabando de ouro, e respondeu a essas acusações afirmando que a Guiana "não tem autoridade moral para falar de legalidade ou democracia".
"Irfaan Ali fez acusações ousadas e infundadas contra o governo venezuelano, mentindo com todos os dentes sobre um assunto que ele conhece bem, pois é o verdadeiro chefe da máfia da extração ilegal de ouro e minerais, que causou a destruição acelerada do meio ambiente e da própria vida em um território que não lhe pertence", diz uma declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores no sábado.
Na mesma nota, Gil reprova o governo da Guiana não apenas por sua "subordinação política" aos Estados Unidos, de onde Ali pronunciou as palavras que são objeto dessa disputa, mas também porque "eles estão liderando um esquema para saquear petróleo em um mar pendente de delimitação, cuja exploração é completamente ilegal e ilegítima de acordo com o direito internacional".
Na mesma linha, as autoridades de Caracas levantaram mais uma vez a questão da soberania sobre o Essequibo, assegurando que "Essequiba Guiana é território venezuelano, e somente o Acordo de Genebra de 1966 constitui o mecanismo válido e reconhecido para resolver a disputa sobre esse espaço terrestre". "Não há atalho judicial ou manobra da mídia que possa tirar da Venezuela seus direitos históricos", acrescenta o documento.
Gil fez um apelo direto ao presidente Irfaan Ali para exigir que ele "mantenha silêncio ao se referir à Venezuela", porque "ele não tem legitimidade para apontar o dedo para ninguém", e afirmou que "mais cedo ou mais tarde, ele terá que se sentar com a Venezuela para resolver o que ele se recusa a admitir: que o Essequibo é venezuelano".
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