MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, recusou-se nesta quinta-feira a se pronunciar sobre a decisão da Comunidade de Madri de adquirir um apartamento de cobertura no bairro central de Chamberí para utilizá-lo como escritório enquanto são realizadas reformas na sede da presidência regional, remetendo às explicações que, a esse respeito, foram oferecidas pela equipe da presidente regional, Isabel Díaz Ayuso.
Tellado foi questionado duas vezes sobre esse assunto durante a coletiva de imprensa que concedeu na sede nacional do partido, mas, em ambos os casos, optou por se referir à justificativa apresentada pelo governo de Madri.
Perguntaram expressamente ao dirigente do Partido Popular se ele considera razoável que o Executivo de Ayuso tenha comprado um apartamento de cobertura, com 200 metros de terraço, no qual, de acordo com a regulamentação municipal, não é permitido instalar escritórios, e também foi solicitado seu parecer sobre o fato de a comunidade não ter informado previamente sobre as obras de reforma da sede presidencial da Casa de Correos, na Puerta del Sol.
“A Comunidade de Madri deu as explicações que entendeu”, afirmou Tellado, ressaltando que a equipe de Ayuso considerou que, se será realizada uma “obra integral” no prédio onde a também presidente do PP de Madri tem seu gabinete oficial, “faz todo o sentido que, durante um período provisório, seja habilitado um local”.
De qualquer forma, ele disse que o “surpreende” que “ministros tenham saído em massa” para criticar essa decisão, quando “o Governo da Espanha, por meio de propinas, pagou apartamentos para sobrinhas de ministros”. “Certamente, há declarações de certos ministros que são francamente curiosas e engraçadas”, comentou ela.
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