Jesús Hellín - Europa Press
MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O PP advertiu nesta terça-feira o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, que "se ele não fornecer os meios ou financiar a recepção de imigrantes menores de idade", as regiões autônomas governadas pelo PP "não poderão colaborar na sua adaptação" à Espanha, segundo fontes da direção nacional do partido.
Essa é a opinião do partido liderado por Alberto Núñez Feijóo depois que o governo chegou a um acordo com Junts sobre a distribuição de 4.000 menores migrantes desacompanhados. O governo planeja aprovar nesta terça-feira a reforma do artigo 35 da Lei de Estrangeiros.
Após o pacto orçamentário entre o PP e o Vox na Comunidade Valenciana, os 'populares' criticaram o PSOE por dizer que essa região "é racista em termos de imigração", mas garantiram que "a Comunidade Valenciana fará o que todos os territórios do PP farão: recusar-se a receber menores imigrantes se não houver capacidade para abrigá-los com respeito e garantias". "Eles são pessoas que devem ser cuidadas, não pacotes que devem ser recebidos", ressaltaram.
DIZ QUE O PP APRESENTOU CONDIÇÕES "RAZOÁVEIS" PARA A DISTRIBUIÇÃO
Fontes do PP enfatizaram que essa abordagem "é consistente com a posição do PP, que foi assinada por Alberto Núñez Feijóo e pelo presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo" em setembro passado no acordo de migração que eles assinaram nas Ilhas Canárias.
"Se o governo não fornecer recursos ou financiar a recepção de imigrantes menores de idade, as regiões autônomas do Partido Popular não poderão colaborar na sua adaptação ao nosso país", acrescentaram as mesmas fontes.
O PP indicou que estabeleceu "uma série de condições muito razoáveis para modificar a Lei de Estrangeiros", mas criticou o fato de o governo de Pedro Sánchez preferir "negociar um decreto com Junts em vez de uma lei com o PP".
Fontes do PP indicaram que "não é favorável condenar menores de idade a serem superlotados em centros superlotados, bem como distribuir os imigrantes que chegam ao litoral de forma assimétrica e seguindo apenas critérios partidários".
ANALISARÁ A REFORMA DA LEI DE ESTRANGEIROS: "NÃO É O NOSSO MODELO".
O PP apontou que o governo "que já cortou a gestão de fronteiras e o controle de imigração para satisfazer o movimento pró-independência catalão em detrimento do resto dos territórios, agora se abriu para enviar imigrantes de forma discricionária e de acordo com critérios políticos".
"E com o único objetivo de proteger o apoio parlamentar de Pedro Sánchez para continuar no Palácio Moncloa. O Executivo passou do comércio com as leis ao comércio com menores", denunciaram as mesmas fontes.
Por esse motivo, o PP liderado por Feijóo advertiu que analisará "criticamente" o decreto anunciado pelo governo "em conluio com o movimento pró-independência". "Não é o nosso modelo", disseram fontes do partido.
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