Julien Delfosse / Dppi Media / Afp7 / Europa Press
MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) - O cabo argentino Nahuel Gallo, recentemente libertado da Venezuela após permanecer preso desde dezembro de 2024 por “ligações com o terrorismo”, afirmou nesta quarta-feira que na prisão venezuelana de El Rodeo I é praticada “tortura psicológica”.
“El Rodeo I não é um lugar muito bom. É um lugar de bastante tortura psicológica e não é muito agradável falar sobre isso neste momento”, afirmou durante uma coletiva de imprensa acompanhado pela ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, e pelo diretor nacional da Gendarmerie, Claudio Brilloni.
Gallo garantiu que “até o último dia” se sentiu como uma “moeda de troca”. “Não quero contar as coisas e as atrocidades que fizeram. Ainda não consigo, não me sinto preparado”, afirmou, acrescentando que, apesar de tudo, está “bem de saúde”.
“Estamos em um conflito bélico com outros países (em alusão ao Irã). Não nos esqueçamos: a Venezuela está em uma suposta transição, mas esses presos políticos que estão lá estão esperando para serem libertados”, disse ele, lembrando que “há 24 estrangeiros” presos nessa prisão que esperam ser libertados.
“Quero pedir, solicitar à mídia internacional, às ONGs, a todas as organizações internacionais que não se esqueçam do Rodeo I e de todos os centros penais que existem na Venezuela, porque não é só o Rodeo I que tem presos políticos. Não podemos desviar o olhar”, afirmou.
O gendarme denunciou ainda que os estrangeiros não recebiam visitas nem telefonemas. “Não é fácil estar incomunicado, não é fácil ter perdido a liberdade injustamente, não é fácil ser acusado de crimes”, indicou, acrescentando que conheceu muitos venezuelanos que o ajudaram enquanto esteve atrás das grades e que, até que todos sejam libertados, não se sentirá livre.
Por sua vez, Brilloni confirmou que “sua condição de pessoal em atividade continua intacta” e que ele está sob “acompanhamento e assistência”. “Acompanhamos também a família desde o primeiro minuto, auxiliando-a, contendo-a e oferecendo todo o apoio necessário para superar esse momento difícil”, destacou.
Gallo foi detido quando tentava entrar na Venezuela por via terrestre a partir da Colômbia para, supostamente, se reunir com sua esposa, de nacionalidade venezuelana, e a filha de ambos. Caracas negou sua versão e o acusou de conspiração contra o presidente Nicolás Maduro, que permanece atrás das grades em Nova York desde que, em janeiro passado, foi capturado em um ataque dos Estados Unidos contra a capital venezuelana que resultou em uma centena de mortos.
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