Ramón Comet - Europa Press - Arquivo
BARCELONA, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do Vox, Ignacio Garriga, criticou nesta sexta-feira o fato de a ideia de “prioridade nacional” para o acesso aos serviços públicos, acordada entre o PP e o Vox na Extremadura ou em Aragão, ser “diferente” da dos presidentes regionais do PP de Madri ou da Andaluzia, e até mesmo do líder nacional, Alberto Núñez Feijóo.
"Não é novidade, porque estamos acostumados; por exemplo, pode-se falar de uma política linguística na Galícia e outra na Catalunha, ou da política hídrica dependendo se estamos em Aragão ou em Múrcia", afirmou ele em entrevista à 'La2Cat' e à Ràdio 4, divulgada pela Europa Press, onde acrescentou que o que considera mais preocupante é que, com este PP, o Vox tenha que fazer acordos para governar a Espanha.
Ele defendeu que, com o conceito, está se propondo um debate “razoável” e, embora acredite que a medida deva contornar muitas leis, há mudanças normativas que podem ser realizadas, exemplificando o sistema de pontos para a matrícula de menores em escolas públicas.
Questionado sobre o fato de a presidente do Partido Popular da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, ter afirmado que a ideia é ilegal, ele expressou que ela se enquadra na legalidade: “Não propomos nada em termos de exclusividade, mas sim priorizar o espanhol”.
Questionado se as palavras do porta-voz do Vox no Parlamento da Catalunha, Joan Garriga, que afirmou que é espanhol quem é filho de pai e mãe espanhóis, constituem um erro, ele afirmou que se trata de “um erro em termos da legislação vigente” e defendeu que é espanhol quem nasceu no país ou possui nacionalidade adquirida.
Lamentou que “por muito tempo a nacionalidade espanhola tenha sido concedida de graça” e pediu que se abra o debate para repensar a política migratória, num momento em que o Governo levou a cabo a regularização extraordinária de migrantes.
REGULARIZAÇÃO
Ele apontou que a política migratória impulsionada pelos diferentes Executivos nas últimas décadas saturou os serviços públicos e classificou a regularização extraordinária como “o maior ato de traição ao povo espanhol”.
Questionado sobre se, com o Vox no governo, poderiam ocorrer situações semelhantes às deportações do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), Garriga defendeu a deportação de todas as pessoas em situação irregular: “Vamos fazer isso com muito carinho, mas ao mesmo tempo com muita firmeza”.
PUJOL E CATALÃO EM ARAGÃO
Sobre o fato de a Audiencia Nacional ter intimado o ex-presidente catalão Jordi Pujol, apesar do agravamento de seu estado de saúde, corroborado por diversos laudos médicos, ele observou que Pujol “tem que pagar por tudo o que fez” e que deve-se buscar uma fórmula para que ele possa depor, seja presencialmente ou não.
Quanto ao fato de o PP e o Vox terem acordado liberar Aragão do catalão, Garriga afirmou que o dinheiro do povo serve para melhorar os serviços públicos, “não para fazer política ideológica”.
DISSIDÊNCIA NO VOX E CÂNTICOS RACISTAS
Quanto ao pedido de ex-membros e membros dissidentes da cúpula do partido, entre eles Iván Espinosa de los Monteros e Javier Ortega Smith, para a realização de um congresso extraordinário, Garriga rejeitou-o e afirmou que não há maior validação das ideias do Vox do que os resultados nas mais recentes eleições regionais.
Questionado sobre o que sentiu quando, durante o jogo de futebol entre Espanha e Egito no último dia 31 de março em Cornellà-El Prat (Barcelona), parte dos presentes cantou “quem não pular é muçulmano”, ele expressou “orgulho pela nação”.
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