Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, respondeu nesta quarta-feira às críticas feitas aos presidentes regionais pela ministra da Defesa, Margarita Robles, argumentando que eles tiveram que recorrer a grupos de Whatsapp diante das ações "negligentes" do governo de Pedro Sánchez e da falta de um mecanismo nacional contra incêndios, como existe em nível europeu.
"Esse mecanismo nacional não existe, como exige a lei, para que haja uma coordenação automática, e foi isso que os presidentes regionais e o presidente Feijóo denunciaram com total clareza", disse Gamarra em uma entrevista no programa 'La mirada crítica' da Telecinco, captada pela Europa Press.
Nesse sentido, Gamarra defendeu os presidentes regionais contra as críticas feitas ontem por Robles no Senado das comunidades autônomas por falta de prevenção e atrasos no pedido de ajuda, criticando os presidentes regionais por "não estarem na linha de frente" para lidar com os incêndios.
"Os próprios presidentes regionais tiveram que se coordenar por meio de grupos de WhatsApp porque o mecanismo que o governo espanhol deveria ter aprovado anos atrás estava faltando", disse Gamarra.
CRITICA SÁNCHEZ POR NÃO ACOMPANHAR O REI E A RAINHA
"O que acontece com Pedro Sánchez é que não há governo, ele nunca está lá; e até Margarita Robles tem que encobrir essa incapacidade, essa negligência", argumentou Gamarra, acrescentando que durante a onda de incêndios "o sistema de proteção civil e a resposta e sensibilidade falharam porque o Presidente do Governo não está lá".
Prova disso, continuou Gamarra, é que Sánchez não acompanhou o rei e a rainha em sua visita às áreas afetadas pelos incêndios. "Ele saiu de férias, ao que parece; ele saiu novamente em uma escapada, neste caso para lazer, mas é para fugir da realidade, dos problemas que a Espanha está enfrentando", disse ele sobre o chefe do governo espanhol.
"Não temos alguém à frente do governo, porque o que temos é um presidente que está encurralado por sua fraqueza parlamentar e pela corrupção", disse ele.
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