Matias Chiofalo - Europa Press
Sémper espera que "todo o peso da lei" recaia sobre aqueles que se aproveitaram de sua posição de poder para "enriquecer" ou "subir na carreira"
MADRID, 5 maio (EUROPA PRESS) -
A vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, afirmou nesta quarta-feira, após o depoimento do ex-ministro José Luis Ábalos perante o Supremo Tribunal negando o recebimento de propinas, que um “réu tem o direito de mentir em sua defesa”, mas ressaltou que “as provas estão aí” e são “conclusivas”. Segundo ela, “todos” sabem que “roubaram à grande”.
Em declarações à imprensa antes de participar do café da manhã informativo do porta-voz do PP, Borja Sémper, organizado pelo Fórum Nova Economia, Gamarra indicou que “era o sanchismo que acabava no banco dos réus”. “Pedro Sánchez escolheu todos eles e lhes deu acesso ao poder, à capacidade de decisão e ao dinheiro. E aí está o resultado”, enfatizou.
Ao ser questionada sobre as declarações de Ábalos nesta segunda-feira descartando essas propinas, Gamarra lembrou que “um réu tem o direito de mentir em sua defesa”. “Mas as provas estão aí e são muito conclusivas. A esta altura, todos os espanhóis sabemos que eles roubaram à grande", enfatizou.
Nesta segunda-feira, Ábalos negou em seu depoimento como réu no Supremo Tribunal que tenha recebido propinas do empresário Víctor de Aldama e afirmou que discorda dos 94.000 euros em dez anos não declarados que a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil lhe atribui. “É bem menos”, acrescentou.
SÉMPER CONFIA “PLENAMENTE” NA JUSTIÇA
Por sua vez, e em resposta a perguntas da imprensa sobre a corrupção, Sémper expressou seu respeito “escrupuloso” pelos procedimentos judiciais e admitiu que os políticos falam “demais” sobre os casos em aberto.
“Acho que falamos demais sobre os juízes, falamos demais sobre os magistrados, falamos demais sobre os julgamentos, os inquéritos, o que vaza, o que não vaza. E eu não quero falar sobre isso”, disse ele.
Nesse sentido, ele garantiu que “confia” plenamente na justiça espanhola, nos tribunais e nos magistrados. “E sabemos que eles vão aplicar a lei e que todo o peso da lei recairá sobre aqueles que cometeram crimes”, acrescentou.
Segundo Sémper, “outra coisa é a censura política”, que é o que “lhes cabe fazer” e que passa “pelo ético e pelo moral”. “De onde se fazem negócios? De onde não se fazem? Que posições de privilégio você utiliza para fazer negócios ou não?”, perguntou.
“IMORALIDADE” UMA AÇÃO COMO ESSA EM PLENA PANDEMIA
Nesse sentido, ele criticou que, em um momento “extraordinariamente complexo” como foi a pandemia, em que não podiam “nem mesmo enterrar” seus familiares, “alguém se aproveita e faz negócios com a venda de máscaras”. “Isso é o que se chama de imoralidade”.
Dito isso, o vice-secretário de Cultura do PP afirmou que, diante dos processos em andamento nos tribunais, espera que “todo o peso da lei recaia sobre aqueles que se aproveitaram de sua posição de poder para enriquecer ou para ascender de maneira socialmente ilegítima”.
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