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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente interino do Congresso do Peru, Fernando Rospigliosi, anunciou nesta quarta-feira que o novo gabinete ministerial do país se apresentará ao Parlamento para solicitar voto de confiança, após a realização das eleições gerais que ocorrerão no próximo dia 12 de abril.
"O gabinete ministerial se apresentará após as eleições. Foi isso que conversei com o presidente do Conselho de Ministros, o general (Luis) Arroyo, quando ele me visitou aqui. Assim que o processo eleitoral terminar, será definida a data em que o novo gabinete se apresentará”, afirmou Rospigliosi em declarações à imprensa divulgadas pelo jornal peruano 'El Comercio'.
Embora Rospigliosi não tenha esclarecido a data exata em que o gabinete se apresentará perante o plenário do Congresso, ele indicou que a ocasião servirá para colocar em foco temas que causam uma “enorme inquietação e terror entre a população”, como a insegurança cidadã, algo que, em sua opinião, é agravada pelas “sucessivas crises” e mudanças no gabinete.
“O Peru precisa de estabilidade para poder vencer essa batalha, essa guerra, algo que todos desejamos”, afirmou o presidente interino do Congresso, após lamentar a “desorganização” que o país enfrenta atualmente.
“Recentemente, me reuni com o ministro do Interior do gabinete (de Denisse Miralles); conversávamos sobre assuntos importantes e, pouco tempo depois, houve uma mudança no gabinete e agora temos outro ministro do Interior e outro gabinete”, acrescentou.
O presidente do Conselho de Ministros, Luis Arroyo, tomou posse em meados do mês de março passado, pouco depois de sua antecessora, Denisse Miralles, ter apresentado sua renúncia apenas um dia antes da data prevista para que o gabinete interino comparecesse ao Congresso para solicitar seu voto de confiança.
Essa posse ocorreu em uma cerimônia presidida pelo governante interino, José Balcázar — que assumiu a Presidência do Peru depois que uma moção de censura derrubou seu antecessor, José Jerí, em mais um episódio de instabilidade política e institucional no país latino-americano —, o qual, em seguida, promoveu novas mudanças no gabinete.
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