KHaim Zach/GPO/dpa - Arquivo
MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O gabinete liderado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve se reunir no final desta semana para decidir se estenderá a ofensiva na Faixa de Gaza, em meio a especulações sobre um possível plano para ocupar completamente o enclave palestino, onde mais de 60.900 pessoas já morreram.
"No final desta semana, reunirei o gabinete para orientar as FDI sobre como atingir os três objetivos da guerra", disse ele, acrescentando que as metas são "a derrota do inimigo, a libertação dos reféns e a garantia de que Gaza nunca mais representará uma ameaça a Israel".
A reunião ocorre após a divulgação de vídeos de dois reféns, Evyatar David e Rom Braslavski, pálidos e emaciados pela fome, o que levou o representante de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, a convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na terça-feira.
No domingo, o porta-voz das brigadas do Hamas, Abu Obeida, negou categoricamente as acusações de Israel, insistindo que a situação dos sequestrados é resultado do bloqueio israelense que está matando de fome a população de Gaza.
Fontes citadas pelo canal de televisão israelense 12 afirmam que Netanyahu tomou a decisão de ocupar a Faixa de Gaza em vista da situação dos reféns, o que mostraria que o Hamas não está realmente interessado em um acordo de cessar-fogo. O gabinete, no entanto, está dividido em relação à decisão, segundo as fontes.
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