Publicado 31/03/2025 08:15

O G5+ conclama Putin a aceitar o cessar-fogo já endossado por Zelensky e critica suas "táticas protelatórias".

Kallas pede que os EUA pressionem a Rússia para "parar a guerra".

Foto de família com os Ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, da Espanha, José Manual Albares, da Polônia, Radoslaw Sikorski, da França, Jean-Noël Barrot, e da Itália, e o Alto Representante da União para Assuntos Externos e Políti
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 31 mar. (EUROPA PRESS) -

Os membros do chamado G5+, que reúne os principais países da União Europeia junto com o Reino Unido e a Ucrânia, pediram ao presidente russo Vladimir Putin nesta segunda-feira que aceite o cessar-fogo que seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenski, já aprovou, criticando as "táticas protelatórias" de Moscou e a continuação dos bombardeios.

"O presidente Zelenski colocou um cessar-fogo sobre a mesa e, ao mesmo tempo, vemos como a Rússia está usando táticas protelatórias para não consolidar esse cessar-fogo", lamentou o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, anfitrião da quarta reunião nesse formato, antes do início da reunião.

A esse respeito, o ministro enfatizou que a Ucrânia e Zelenski deixaram claro que "querem a paz" e esperam que uma "mensagem de total solidariedade" para com Kiev saia dessa reunião, em um momento em que a população ucraniana continua a ser "severamente castigada" pelos bombardeios russos. Albares ressaltou que isso constitui uma "violação do direito internacional e do direito humanitário internacional".

A Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, lamentou que, três semanas após Zelenski ter concordado com um "cessar-fogo incondicional", a Rússia ainda não tenha dado seu aval. "A Rússia está fazendo joguinhos e não quer realmente a paz", denunciou.

Na opinião da ex-primeira-ministra da Estônia, o que a Europa deve fazer é ver como "pressionar mais" Putin, enquanto ela também considerou que o que os Estados Unidos devem fazer, já que são eles que estão conduzindo as conversações indiretas, é "pressionar mais a Rússia para que ela pare com essa guerra".

"O que precisamos é que a Rússia aceite esse cessar-fogo, avance, mostre boa vontade devolvendo as crianças ucranianas deportadas para a Rússia ou libertando os prisioneiros de guerra", acrescentou Kallas.

De forma muito semelhante, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, depois de denunciar que Moscou "continua com seus crimes de guerra" semanas após a aceitação de Kiev, argumentou que Putin deve "uma resposta clara sobre sua disposição de avançar em direção à paz" aos Estados Unidos, que investiram tanto nesse cessar-fogo. "É 'sim' ou 'não'", resumiu.

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Lammy, enfatizou que todos os membros do G5+ "querem ver uma paz duradoura e, para isso, precisamos que Putin concorde com um cessar-fogo incondicional agora".

O fórum do G5+, também conhecido como Weimar+, reúne a Alemanha, a França e a Polônia, além da Espanha e da Itália, bem como do Reino Unido e da Ucrânia. Nesta ocasião, a quarta reunião, a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, falará por videoconferência, assim como o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Sergiy Kyslytsya, enquanto a Itália enviou sua secretária de Estado, Maria Tripodi.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado