MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que uma unidade de fuzileiros navais abordou nesta quinta-feira, no Golfo de Omã, um petroleiro sancionado pelo Departamento do Tesouro em 2024, a fim de “verificar” se ele não estava violando o bloqueio naval imposto pela Marinha norte-americana contra os portos e costas iranianos, no contexto da nova escalada bélica em que se encontram Washington e Teerã, apesar do acordo preliminar alcançado entre os dois governos em meados de junho.
“Fuzileiros navais americanos da 11.ªª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais realizam uma abordagem de verificação a bordo do M/T Wen Yao no Golfo de Omã, em 16 de julho”, informou o Comando Central (CENTCOM) do Exército dos Estados Unidos em uma mensagem nas redes sociais.
Essa operação ocorre no âmbito do bloqueio naval imposto pela Marinha dos Estados Unidos, cujas forças já desviaram “três navios mercantes que tentavam contornar” o bloqueio, além de “terem inutilizado um que não cumpriu as ordens e abordado outro para garantir o pleno cumprimento” desse bloqueio naval.
“O Estreito de Ormuz e as águas circundantes continuam livres e abertas, exceto para os navios que tentam violar o bloqueio da ‘parede de aço’ dos Estados Unidos”, afirmou o órgão militar.
O navio M/T Wen Yao — com destino declarado a Salala, em Omã — foi sancionado em novembro de 2024, juntamente com mais de vinte embarcações ligadas, por sua vez, a diversas empresas, como parte de uma ação destinada a “limitar a capacidade” da República Islâmica do Irã “de obter receitas energéticas cruciais para minar a estabilidade na região e atacar os parceiros e aliados dos Estados Unidos”, destacando especificamente, naquela ocasião, um “ataque perpetrado pelo Irã contra Israel em 1º de outubro, seu segundo ataque direto contra Israel” naquela época, em 2024, de acordo com o comunicado divulgado pelo Tesouro dos Estados Unidos por ocasião da designação.
Esse petroleiro, que já arvorou bandeiras de Curaçao, Libéria, Panamá, San Marino e Ilhas Cook, foi sancionado quando utilizava esta última, juntamente com mais de vinte embarcações e 16 empresas descritas em conjunto por Washington como “uma parte significativa da ‘frota fantasma’ de petroleiros e dos operadores ilícitos que transportam as exportações de petróleo do regime iraniano”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático