MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
A vice-secretária de Organização do Partido Popular, Carmen Fúnez, assegurou que na comitiva do presidente do governo, Pedro Sánchez, "nem mesmo o promotor está a salvo da corrupção" e que há "mais processos judiciais abertos do que orçamentos e mais acusados do que leis aprovadas".
"Há um ponto comum nas diferentes tramas: todas elas começam e terminam com Sánchez", enfatizou Fúnez em declarações à mídia neste domingo, que lembrou que tanto o ex-número dois do PSOE quanto o atual estão "supostamente envolvidos nelas".
Fúnez disse que, após as informações que vieram à tona nos últimos dias, os ministros passaram uma semana "à beira de um colapso nervoso".
"A Espanha não tem um governo, tem uma aparência ruim de governo", disse o vice-secretário do PP, que também enfatizou que Sánchez está em La Moncloa "para se proteger da corrupção, em vez de enfrentar os problemas que preocupam os espanhóis".
Ela também rejeitou os ataques de Sánchez à Justiça e sua recusa em apresentar um orçamento, apesar de esse ser um dever constitucional e essencial para o bom funcionamento do país. Fúnez observou que é "desrespeitoso" que o governo evite se submeter ao controle parlamentar.
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