Europa Press/Contacto/Muhammed Ibrahim Ali
MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O fundador do Telegram, Pavel Durov, anunciou na segunda-feira que já está nos Emirados Árabes Unidos (EAU), dois dias depois de deixar a França, onde está sendo investigado por supostamente permitir a prática de vários crimes devido à sua falta de cooperação com as autoridades que investigam o conteúdo ilegal oferecido por sua plataforma.
"Como vocês devem ter ouvido, voltei para Dubai depois de passar vários meses na França devido a uma investigação relacionada a atividades criminosas no Telegram. O processo está em andamento, mas é ótimo estar em casa", disse ele em uma mensagem em sua conta do Telegram, onde agradeceu aos juízes encarregados da investigação por permitir que ele deixasse o país enquanto a investigação continua.
Ele também agradeceu a seus advogados por "seus esforços incansáveis para provar que, em termos de moderação, cooperação e combate ao crime, o Telegram não apenas cumpriu durante anos, mas excedeu suas obrigações legais".
"Eu também sou profundamente grato aos milhões de pessoas ao redor do mundo que demonstraram seu apoio ao longo desta jornada inesperada. Isso significa muito. Não há nada que nossa comunidade de um bilhão de pessoas não possa superar", disse Durov.
Com quase um bilhão de usuários em todo o mundo, o Telegram se posicionou como uma alternativa às plataformas de mensagens dos EUA, ao mesmo tempo em que funciona como uma rede social graças aos seus canais públicos que podem acumular centenas de milhares de assinantes, embora as autoridades francesas tenham visado a plataforma por conteúdo ilegal publicado nela, desde material audiovisual pirateado até tráfico de drogas e pornografia infantil.
O empresário russo tem cidadania francesa desde 2021 e também possui um passaporte dos Emirados. Vale lembrar que Durov foi demitido de seu cargo de CEO da rede social VKontakte depois de se recusar a cooperar com o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) quando este lhe pediu informações sobre grupos de oposição ao Kremlin.
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