MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O fundador do Cartel de Sinaloa, Ismael 'El Mayo' Zambada, concordou em se declarar culpado perante o sistema judiciário dos Estados Unidos para evitar ir a julgamento e enfrentar várias acusações de tráfico de drogas e crime organizado, em troca de uma possível redução de sua pena.
El Mayo, que não descartou a possibilidade de atuar como colaborador especial do sistema judiciário dos EUA, como outros membros ilustres da organização já estão fazendo, deve se declarar culpado em um tribunal de Nova York na segunda-feira, 25 de agosto, de acordo com documentos judiciais aos quais o jornal Milenio teve acesso.
Zambada foi capturado em 25 de julho de 2024 após aterrissar em um aeroporto próximo a El Paso, no Texas, embora sempre tenha alegado ter sido "sequestrado" pela outra facção fundadora da organização, aquela chefiada pelo capo de capos da mídia Joaquín 'El Chapo' Guzmán.
Junto com El Mayo, também foi preso o filho de El Chapo, Joaquín Guzmán López, a quem ele acusa de tê-lo entregue às autoridades norte-americanas. De acordo com sua versão, ele foi atraído para uma reunião em um rancho nos arredores de Culiacán para resolver uma série de diferenças com políticos locais.
Em uma carta, "El Mayo" explicou que, depois de ser recebido pessoalmente por Guzmán López, ele foi "emboscado" em uma sala onde foi espancado, algemado, encapuzado e levado a um avião para ser entregue.
Joaquín Guzmán López não é o único dos filhos de El Chapo que se entregou às autoridades dos EUA em troca de cooperação. Recentemente, Ovidio fez o mesmo e se tornou uma testemunha protegida após se declarar culpado de vários crimes de tráfico de drogas.
Esse último acordo de colaboração não foi bem aceito pelo México, que censurou o governo de Donald Trump por não ter contado com eles durante o processo, apesar do fato de que foram eles que suportaram o peso da operação para prendê-lo.
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