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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da cidade chinesa de Shenzhen, no sul do país, condenou nesta quinta-feira à prisão perpétua o fundador e ex-presidente da gigante imobiliária Evergrande, Hui Ka Yan, também conhecido como Xu Jiayin, por “múltiplos crimes combinados”, entre os quais fraude.
A Justiça determinou que Hui seja privado do direito de exercer atividades políticas pelo resto da vida e que todos os seus bens sejam confiscados, após ele ter se declarado culpado, em abril, das acusações que lhe foram imputadas, que também incluem desvio de fundos e suborno.
A empresa foi multada em 8,82 bilhões de yuans (1,1 bilhão de euros), enquanto sua subsidiária operacional na China continental, a Hengda Real Estate, foi multada em 7 bilhões de yuans (cerca de 890 milhões de euros), segundo informações do jornal “South China Morning Post”.
Trata-se de uma das maiores multas impostas pelos tribunais chineses a uma empresa que inflacionou seus ativos e ocultou suas dívidas, conforme consta nos documentos judiciais.
Xu, de 67 anos, tornou-se um dos homens mais ricos da Ásia antes do colapso da empresa e estava em prisão domiciliar desde o final de 2023. Junto com ele, outros 56 réus foram condenados a penas que variam de um a 18 anos de prisão. Entre eles estão cinco ex-altos executivos da empresa.
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