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MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, reconheceu que contou com “poder político” e um “grande apoio” no Congresso de seu país, durante um período marcado por uma grave e profunda crise institucional, como demonstra o fato de ela ser agora a nona chefe de Estado em apenas uma década.
“O apoio e a responsabilidade de um Congresso permitem que você elabore leis, represente e fiscalize governos. Portanto, isso não é governar”, afirmou Fujimori em entrevista concedida ao podcast do jornalista Ismael Cala, transmitida nesta quarta-feira, a primeira desde que as autoridades eleitorais confirmaram sua vitória.
Fujimori reconheceu que, durante a última década, seu partido, a Força Popular, assim como as demais formações aliadas, liderou uma dinâmica de conflito que marcou todos esses anos. “É verdade também que, em determinado momento, caímos no círculo vicioso do confronto”, reconheceu.
“Mas aprendemos com isso”, afirmou Fujimori, que agora aposta em uma relação entre o Legislativo e o Executivo distante desse confronto que tem prevalecido nos últimos anos e pelo qual seu partido é parcialmente responsável.
Por outro lado, a nova presidente do Peru se comprometeu a concentrar seus primeiros cem dias de governo no combate ao crime e à insegurança que, há alguns anos, assolam o país, na reativação da economia, bem como na preparação e contenção dos riscos do fenômeno “El Niño”.
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