Publicado 28/04/2026 08:58

Fujimori já se prepara para enfrentar Roberto Sánchez no segundo turno e volta a agitar os fantasmas da fraude eleitoral

Archivo - Arquivo - 19 de julho de 2021, LIMA, PERU: Lima, 19 de julho de 2021. Coletiva de imprensa de Keiko Fujimori
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A candidata do partido Fuerza Popular, Keiko Fujimori, deu como certo que Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, será seu adversário no próximo dia 7 de junho no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto aguarda a confirmação oficial após a apuração de 96% das cédulas, ao mesmo tempo em que sugere novamente a possibilidade de fraude eleitoral.

“Vamos para o segundo turno com o senhor Sánchez”, disse Fujimori, que com esta já são quatro as eleições presidenciais que disputa, durante um comício realizado nas últimas horas no distrito de Carabayllo, província de Lima.

Fujimori afirmou que o novo cenário eleitoral mostra um empate, por isso pediu aos seus eleitores que se inscrevam como representantes nas mesas eleitorais para evitar as irregularidades ocorridas no último dia 12 de abril, que fizeram com que a jornada eleitoral tivesse que se prolongar por mais um dia.

“Já vimos que tentaram limitar, abriram as seções eleitorais tarde, isso não pode acontecer de novo”, insinuou mais uma vez a possibilidade de fraude a líder da Fuerza Popular, que pediu aos seus simpatizantes que “cuidem dos votos”, segundo o Canal N.

Vencedora virtual do primeiro turno com 17% dos votos, Fujimori afirmou que pretende governar como fez seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, cujo mandato entre 1990 e 2000 foi marcado por graves crimes contra a humanidade, que resultaram em uma condenação de 25 anos de prisão.

“Quero ser presidente, em primeiro lugar, para governar como meu pai governou. Quero governar na prática, caminhando e ouvindo, mas, acima de tudo, cumprindo a palavra”, afirmou a candidata ultraconservadora, que prometeu serviços básicos, como água potável e esgoto nas áreas carentes.

No que diz respeito à crise de segurança que abala o país, especialmente nos setores de transporte e hotelaria, ela insistiu em aplicar políticas de mão dura e acusou os governos anteriores de terem permitido a impunidade. “Não precisamos reinventar a roda, porque já sabemos o que funcionou”, disse ela.

Com 96% das cédulas apuradas, o Peru entra na reta final da contagem de votos de uma eleição que visa conter uma grave crise política e institucional sem paralelo em toda a região, que levou o país a ter oito presidentes, incluindo o atual, em dez anos, enquanto lida com uma profunda emergência de segurança.

O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) declara Fujimori vencedora do primeiro turno com 2,7 milhões de votos, o que representa 17% do total. Em segundo lugar mantém-se Sánchez, com 1,9 milhão de votos e 12% dos votos expressos, apenas 23 mil a mais que o terceiro candidato na disputa, Rafael López Aliaga.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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