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MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
A candidata do partido Fuerza Popular, Keiko Fujimori, sugeriu mais uma vez que foi vítima de fraude eleitoral nas disputadas eleições de 2021 no Peru e voltou a insinuar a possibilidade de que isso possa ocorrer novamente nas eleições de 7 de junho, enquanto seu adversário, Roberto Sánchez, incentivou o eleitorado a enfrentar a “missão histórica” que tem pela frente para “refundar” o país.
Fujimori, que com esta já soma quatro candidaturas à presidência, destacou as “irregularidades” ocorridas no primeiro turno e incentivou os peruanos a comparecerem em massa às urnas para defender a democracia, após o Jurado Nacional de Eleições (JNE) ter confirmado ambos para o segundo turno.
É por isso que pediu ao eleitorado que, nesse dia, atuem como “defensores da democracia”, em uma coletiva de imprensa na qual situou a eleição de 7 de junho como uma dicotomia entre “o caos” e “recuperar a ordem”.
“Trata-se de recuperar o princípio da autoridade para combater a criminalidade. Trata-se de ter um Estado que multiplique as oportunidades de trabalho, que garanta bem-estar e serviços básicos a todos os peruanos, que te acompanhe e promova em vez de te perseguir”, afirmou Fujimori, segundo a RPP.
SÁNCHEZ CHAMA A FAZER HISTÓRIA
Por sua vez, Sánchez, que busca aglutinar a esquerda e o descontentamento de amplas parcelas do país com as políticas de Lima, pediu aos peruanos que enfrentem “a missão histórica” que novamente têm diante de si para “refundar” a história recente do país.
Assim como seu oponente, ele apelou ao restante do eleitorado que optou por alguma das inúmeras alternativas que disputaram uma vaga neste segundo turno e destacou que somente por meio de “uma maioria política” será possível realizar da melhor maneira as mudanças de que o país precisa.
“Temos que derrotar a máfia corrupta que hoje governa no Peru; hoje começa nossa batalha para recuperar o governo democrático”, apelou Sánchez, em um comício em Villa El Salvador, na província de Lima.
Sánchez voltou a insistir em suas promessas de campanha, como redistribuir a riqueza que atualmente “está concentrada nos bolsos de 1% dos peruanos”, propor a possibilidade de consultar uma reforma da Constituição e a libertação do ex-presidente Pedro Castillo, preso após tentar dissolver o Congresso.
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