Lorena Sopêna - Europa Press
BARCELONA, 15 (EUROPA PRESS)
Embarcações da Flotilha Global Sumud partiram nesta quarta-feira de Barcelona rumo a Gaza com ajuda humanitária, após terem adiado a partida no domingo devido ao mau tempo e ao mar agitado.
A organização explicou que um total de 39 embarcações, além dos navios da Open Arms e do Greenpeace, partem na primeira etapa da travessia pelo Mediterrâneo até a Sicília, onde se reunirão com as delegações da França e da Itália.
ÒSCAR CAMPS
Em declarações à Europa Press, o fundador da Open Arms, Òscar Camps, explicou que a tempestade diminuiu, mas ainda não passou completamente, e afirmou que gerenciar a segurança de tantos navios e mais de 1.000 tripulantes é “complexo”.
“Não é nada fácil, por isso oferecemos apoio na parte logística, na parte técnica e em caso de emergência, se ocorrer”, e disse que a intenção da frota é voltar a colocar o foco da mídia no que está acontecendo em Gaza, pois acreditam que o assunto tenha ficado em segundo plano.
Camps, que participará da missão, afirmou que mais de 700 pessoas perderam a vida desde a entrada em vigor do cessar-fogo e que não se deve esquecer que o governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, está perpetrando um “genocídio” contra o povo de Gaza.
Ele pediu aos políticos que passem das palavras e das “boas intenções” para a ação, e disse que parece que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, quer reverter a situação, embora alerte que a Europa já está atrasada, segundo ele.
AJUDA A CUBA
Camps defendeu a abertura de vias, como a marítima, para que a ajuda humanitária chegue a Gaza e lembrou que a Open Arms também promoveu a iniciativa “Rumbo a Cuba” para enviar uma frota de ajuda humanitária em maio de 2026.
O objetivo da missão a Cuba é levar energia solar ao Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez, em Havana, para mitigar a crise energética decorrente do bloqueio dos Estados Unidos, e busca arrecadar 100.000 euros para financiar a iniciativa.
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