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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
A Flotilha Global Sumud denunciou nesta sexta-feira que, entre seus membros detidos pelas autoridades israelenses, ocorreram pelo menos 15 agressões sexuais e dezenas de feridos, após permanecerem sob custódia israelense após a interceptação das embarcações em águas internacionais no Mar Mediterrâneo, quando tentavam chegar à costa de Gaza.
“Pelo menos 15 casos de agressões sexuais, incluindo estupros. Tiros com balas de borracha à queima-roupa. Dezenas de pessoas com ossos quebrados”, denunciou a iniciativa em uma mensagem nas redes sociais, ressaltando que agora é hora de aumentar a pressão contra as autoridades israelenses pelo tratamento que dispensam à população.
Assim, a Global Sumud Flotilla afirmou que, enquanto o mundo “se concentra no sofrimento dos participantes”, esses casos de violência “não passam de um pequeno vislumbre da brutalidade que Israel impõe diariamente aos reféns palestinos”.
“Não baixem a guarda. As declarações de condenação não bastam. As pessoas de todo o mundo devem aproveitar este momento para exercer a pressão necessária para pôr fim a esta violência colonial”, enfatizou a organização humanitária, insistindo em aumentar a pressão sobre a classe política e seguir “táticas de boicote e desinvestimento”.
Enquanto os ativistas internacionais começam a chegar aos seus países de origem — no caso da Espanha, espera-se que os mais de quarenta membros cheguem no sábado —, a organização já está pensando nos próximos passos a serem dados.
Em uma coletiva de imprensa virtual, o porta-voz da organização, Bader Alnoaimi, sinalizou que as informações no terreno apontam para “violência física e sexual generalizada e sistemática” exercida por Israel contra os participantes da frota e anunciou ações judiciais na Turquia, Polônia, Marrocos, Itália, Indonésia, Espanha e França.
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