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ANCARA 7 jul. (do correspondente especial da EUROPA PRESS, Iván Zambrano) -
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, respondeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que a Groenlândia “não está à venda” e pediu aos aliados da OTAN que “respeitem a soberania” dinamarquesa, depois que o chefe da Casa Branca voltou a reivindicar a posse da ilha do Ártico.
“Ouvi o que disse o presidente dos Estados Unidos. É uma posição bem conhecida dos Estados Unidos que desejam possuir e se apoderar da Groenlândia. E espero que continue sendo, como sempre, uma posição bem conhecida do Reino da Dinamarca que isso não venha a acontecer”, afirmou em declarações à TV2, a televisão pública dinamarquesa.
Frederiksen lembrou ainda que a Groenlândia “deixou bem claro que não deseja fazer parte dos Estados Unidos” e fez um apelo para que os Estados-membros da Aliança Atlântica “respeitem” a soberania do Reino da Dinamarca.
Nesse contexto, ela destacou a “boa cooperação” de seu país com os Estados Unidos em matéria de segurança no Ártico, que deseja “aprimorar”, e lembrou que já existe um grupo de trabalho que analisa justamente essa questão. “Mas a Groenlândia não está à venda”, concluiu.
As declarações da primeira-ministra dinamarquesa ocorreram depois que Trump voltou a repetir, nesta terça-feira, sua reivindicação de anexar a Groenlândia, alegando que a ilha “está cercada por navios chineses e russos” e que a Dinamarca não lhe dá atenção suficiente.
“A Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos. Está cercada por navios chineses e russos. A Groenlândia era, e continua sendo, algo que deveria estar sob o controle dos Estados Unidos, não da Dinamarca”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa ao chegar a Ancara, capital da Turquia, que sedia nesta terça e quarta-feira uma cúpula da OTAN.
O presidente norte-americano também disse que sua relação com a Aliança Atlântica começou a se deteriorar quando, no início deste ano, os aliados rejeitaram suas pretensões de se apoderar da Groenlândia, uma posição que se somou à recusa deles em ajudar Trump em sua ofensiva no Oriente Médio.
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