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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, enfatizou que a "prioridade" de seu governo continua sendo a reativação de um acordo nuclear com o Irã, pois, caso contrário, ele acredita que será "quase inevitável" o início de um confronto militar, o que acarretaria um "custo muito alto" para toda a região.
Poucos meses antes do décimo aniversário do acordo de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, a França permanece "intacta" em sua convicção de que "o Irã nunca deve ter armas nucleares" e não está jogando a toalha para assinar novos compromissos.
"Nossa prioridade é chegar a um acordo que contenha o programa nuclear do Irã de forma verificável e sustentável", disse Barrot em uma apresentação perante a Assembleia Nacional, na qual ele alertou que o tempo está se esgotando. "A janela de oportunidade é estreita", reiterou.
Nesse sentido, ele destacou que Teerã mantém uma "agenda de desestabilização" que transcende o território iraniano e também inclui o apoio a grupos regionais como o Hezbollah. Ele também fez alusão à recente queda do regime de Bashar al-Assad na Síria, um aliado do Irã.
Barrot deve se encontrar com seu colega israelense Gideon Saar em Paris, com quem discutirá, entre outras coisas, "uma série de desenvolvimentos regionais", incluindo o Irã, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel na quarta-feira. A agenda de Saar também inclui reuniões com outras autoridades e líderes da comunidade judaica na França.
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