Israel Defense Forces / Xinhua News / Europa Press
Barrot classifica como "grave erro" a "injustificável" incursão de Israel no sul do país
MADRID, 31 maio (EUROPA PRESS) -
O governo francês solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar da "injustificável" invasão israelense do sul do Líbano e da expansão dessa operação anunciada na sexta-feira pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Em entrevista à emissora BFMTV, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, lamentou que Israel tenha cometido um “grave erro” com essa invasão, que começou em março, logo após o início da guerra no Irã e a retomada dos combates contra as milícias do partido libanês Hezbollah, aliado do Irã.
“Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque, embora reconheçamos o direito de Israel, assim como o de todos os países, à legítima defesa, nada pode justificar a continuação das operações militares israelenses no Líbano e sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, explicou o ministro.
Barrot fez essas declarações poucas horas depois de o Exército de Israel ter capturado, neste domingo, o histórico castelo de Beaufort, ou Qalat al Shaqif para os árabes, uma estrutura defensiva milenar erguida durante a era das Cruzadas, de enorme importância simbólica e estratégica.
O próximo alvo do avanço israelense será o rio Zahrani, a 15 quilômetros ao norte do Litani, conforme indicam todas as ordens de evacuação forçada que o Exército israelense está enviando à população libanesa neste fim de semana. “Qualquer movimento em direção ao sul pode colocar suas vidas em perigo”, alertou o Exército em um aviso geral a todos os cidadãos libaneses que ainda residem entre os dois rios.
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