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MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, enfatizou nesta quinta-feira que a Groenlândia não está à venda e afirmou que o mundo já não está “na era em que Louisiana podia ser comprada ou vendida”, palavras com as quais voltou a oferecer todo o seu apoio ao território dinamarquês em pleno aumento das ameaças por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Já não estamos na era em que Louisiana podia ser comprada ou vendida. Estas intimidações devem cessar, e a Dinamarca sabe que conta com a solidariedade dos países europeus, que reafirmaram o seu apoio através dos chefes de Estado e de Governo num comunicado conjunto assinado ontem”, afirmou num comunicado.
Nesse sentido, ele lembrou a visita do presidente francês, Emmanuel Macron, à Groenlândia em junho passado, um claro sinal de “apoio” aos groenlandeses. “Não quero me repetir, já falei sobre esse assunto. (...) Eu também fui até lá em agosto para reafirmar nossa solidariedade às autoridades dinamarquesas e groenlandesas”, afirmou.
“Com essas visitas”, sustentou, a França também buscava “reforçar sua presença diplomática e estratégica no Ártico”. “Anunciamos a abertura de um consulado em Nuuk (capital da Groenlândia) e, como a própria primeira-ministra dinamarquesa indicou recentemente, a Groenlândia não está à venda e não pode ser tomada”, concluiu.
Suas palavras vêm depois que a Casa Branca garantiu que o governo Trump está discutindo “ativamente” uma possível compra da Groenlândia com a Dinamarca. Por sua vez, o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou uma reunião com altos funcionários dinamarqueses para discutir o território autônomo, no contexto das tensões pelas aspirações expansionistas sob a justificativa da segurança nacional no Ártico.
As aspirações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia têm sido uma constante desde que ele voltou à Casa Branca há um ano. Sob a justificativa da segurança nacional, apelando para a presença de navios chineses e russos na região, o presidente dos Estados Unidos vem reivindicando o controle da ilha.
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