Europa Press/Contacto/Yael Guisky Abas
MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -
A França, o Reino Unido e a Alemanha lamentaram a situação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas e pela Jihad Islâmica após a divulgação de dois vídeos que mostram os reféns em estado de fome evidente.
"Crueldade abjeta, desumanidade sem limites: isso é o que o Hamas personifica", denunciou o presidente francês Emmanuel Macron, que publicou as "imagens insuportáveis" de Evyatar David e Rom Braslavski pálidos e emaciados. O Hamas e a Jihad Islâmica inicialmente divulgaram os vídeos para denunciar que o impacto humanitário do bloqueio israelense está afetando sua capacidade de garantir a saúde dos dois sequestrados.
Macron, que declarou sua intenção de reconhecer o Estado palestino em setembro, insistiu "sem ambiguidade" que o futuro político de Gaza deve envolver a "desmilitarização total do Hamas e sua exclusão total de qualquer forma de governo".
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, protestou, descrevendo as imagens divulgadas pelas milícias palestinas como "repugnantes". Assim como Macron, Lammy exigiu que "o Hamas deve se desarmar e entregar o controle de Gaza".
Por fim, o chanceler alemão Friedrich Merz também se juntou à indignação e acusou o Hamas de "torturar reféns".
"É exatamente por isso que não há outra opção a não ser um cessar-fogo negociado por enquanto. A libertação de todos os reféns é um pré-requisito para isso", disse ele ao diário 'Bild', antes de se declarar convencido de que "Israel não retribuirá o cinismo do Hamas e deve continuar a fornecer ajuda humanitária".
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