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MADRID, 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da França anunciou nesta terça-feira a imposição de uma proibição de entrada no país ao ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, por “promover ativamente a anexação da Cisjordânia” e impulsionar a construção de assentamentos em território palestino, entre outras ações.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, fez o anúncio no âmbito de uma série de sanções em conjunto com o Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega contra “os responsáveis pela intensificação da colonização e atos de violência na Cisjordânia”.
“A nível nacional, proibimos a entrada em nosso território do ministro Bezalel Smotrich, de quatro líderes de organizações de colonos e de 21 colonos violentos”, declarou o chefe da diplomacia francesa por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais.
Assim, ele ressaltou que “Smotrich promove ativamente a anexação da Cisjordânia, que defende abertamente, a criação de novos assentamentos na Cisjordânia, a colonização de Gaza, o colapso econômico da Autoridade Palestina e suas consequências prejudiciais para a população palestina”.
“Esta é uma política que a imensa maioria da comunidade internacional, firmemente comprometida com a solução de dois Estados, não pode aceitar”, concluiu Barrot, sem que Smotrich ou as autoridades israelenses tenham se pronunciado até o momento sobre a decisão.
A medida ocorre pouco mais de duas semanas depois que a França anunciou que proibia “com efeito imediato” a entrada no país do ministro da Segurança israelense, Itamar Ben Gvir, devido ao tratamento abusivo dispensado aos integrantes da última frota humanitária para Gaza interceptada por Israel em águas internacionais no mar Mediterrâneo.
Tanto Ben Gvir quanto Smotrich são duas das figuras mais conhecidas da ala dura do governo de Israel, liderado pelo Likud de Benjamin Netanyahu e composto por partidos de extrema direita e ultranacionalistas, em meio a crescentes críticas internacionais às ações israelenses nos Territórios Palestinos Ocupados e ao aumento da violência dos colonos.
O Direito Internacional considera ilegais todos os assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados, embora o governo de Israel faça distinção entre aqueles aos quais concedeu permissão e aqueles aos quais não concedeu, sendo que apenas estes últimos são considerados contrários à lei, apesar das críticas internacionais e dos pronunciamentos da Corte Internacional de Justiça (CIJ) nesse sentido.
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