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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O ex-primeiro-ministro da França Lionel Jospin, falecido na última segunda-feira aos 88 anos, recebeu nesta quinta-feira em Paris uma homenagem nacional liderada pelo presidente Emmanuel Macron, que destacou “o rigor e o sacrifício” de uma das figuras do socialismo francês durante a segunda metade do século XX.
Em uma cerimônia no complexo dos Inválidos, em Paris, com uma coreografia de funeral de Estado, Macron destacou sua “força e determinação” para “trilhar o caminho aberto” pelo ex-presidente socialista François Mitterrand. “Para Lionel Jospin, o espírito de rigor sempre foi inseparável do espírito de sacrifício”, afirmou, após colocá-lo ao lado de referências do socialismo francês como Jean Jaurès e Léon Blum.
Segundo Macron, seu compromisso político contra o totalitarismo, pela causa da Argélia e pela descolonização, cristalizou-se na escolha do socialismo, “que ele abraçou à sua maneira, com disciplina, rigor e senso do absoluto”, e lembrou sua coragem para se tornar primeiro secretário do Partido Socialista a pedido de Mitterrand.
Sobre seu período como primeiro-ministro, ele destacou uma “determinação inabalável” para cumprir os compromissos assumidos perante a cidadania francesa à frente de um Executivo “formado por inúmeras personalidades políticas que marcaram a vida do país”. “Lionel Jospin, durante esses anos, modernizou a vida econômica, social e democrática da nação de uma maneira inédita”, defendeu Macron.
Ligado à figura de Mitterrand, Jospin foi primeiro-ministro da França entre junho de 1997 e maio de 2002, e concorreu sem sucesso às eleições presidenciais de 1995 e 2002 como candidato do Partido Socialista. Ele faleceu na última segunda-feira, meses após se submeter a uma cirurgia cujos detalhes não foram divulgados, e seus restos mortais foram levados para o cemitério de Montparnasse, na capital francesa.
Na homenagem nacional estiveram presentes numerosos políticos socialistas, como o ex-presidente François Hollande, bem como antigos membros de seu gabinete, como os ex-ministros Martine Aubry, Daniel Vaillant e Pierre Moscovici.
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