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MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu, confirmou os preparativos para um novo lote de ajuda militar à Ucrânia por meio do uso de 195 milhões de euros provenientes dos juros sobre os ativos russos congelados no país para fornecer projéteis ao exército ucraniano.
Em uma entrevista à edição de domingo do La Tribune, Lecornu disse que essa quantia seria usada para fornecer projéteis de 155 mm e bombas planadoras AASM Hammer de fabricação francesa para os caças Mirage 2000, também franceses, usados pelos ucranianos.
Moscou declarou desde o início que o congelamento de seus bens é, nas palavras do Kremlin, um "roubo vulgar".
Vale lembrar que as autoridades ucranianas confirmaram a entrega, pelo Reino Unido, de ativos russos congelados no valor de 752 milhões de libras (895 milhões de euros) na sexta-feira, um dia depois que a Bélgica, como o Estado no qual grande parte dos ativos congelados é mantida na Europa, expressou sua relutância.
Esta é a primeira entrega do território britânico como parte da iniciativa do G7, explicou o primeiro-ministro ucraniano Denis Shmigal em uma mensagem em sua conta do Telegram.
Embora um número crescente de países da UE tenha expressado sua concordância em entregar os ativos russos congelados à Ucrânia, a Bélgica, que detém a maior parte deles, alertou sobre os riscos econômicos e legais que tal decisão acarretaria.
Como resultado das sanções da UE, a Euroclear acumula pagamentos de cupons bloqueados e reembolsos devidos a entidades sancionadas com um balanço no valor de 207 bilhões de euros no final de junho de 2024, dos quais 173 bilhões de euros correspondem a ativos russos sancionados.
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