Europa Press/Contacto/Gael Cloarec
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
Vários sindicatos franceses convocaram um novo dia de greve geral para quinta-feira, o que, de acordo com as previsões do próprio governo, levará a manifestações "muito, muito fortes" e ocorre em meio a uma rodada de contatos políticos para tentar formar um novo governo liderado pelo ex-ministro da Defesa Sébastian Lecornu.
A greve é uma resposta à proposta de orçamento apresentada pelo primeiro-ministro anterior, François Bayrou, que previa cortes de cerca de 44 bilhões de euros. O transporte e os estabelecimentos educacionais serão novamente o foco principal dos protestos.
O Ministério do Interior estimou na segunda-feira que cerca de 400.000 pessoas poderiam participar das mais de 250 manifestações convocadas para quarta-feira, mas nas últimas horas o número subiu para 800.000, de acordo com fontes de segurança citadas pela Franceinfo. O próprio ministro, Bruno Retailleau, deu como certo, em uma entrevista à BFMTV, que a mobilização será maciça.
Ele espera que, antes das manifestações oficiais, haja "uma manhã de bloqueios, de sabotagem", na qual "grupos de ultraesquerda" podem cometer incidentes violentos, segundo Retailleau. O ministro teme que "entre 5.000, 8.000 ou 10.000 indivíduos" possam causar problemas "movidos pelo ódio à polícia".
Com relação a isso, ele disse que "entende perfeitamente" as preocupações de grande parte do público, mas advertiu que certos tipos de comportamento não têm lugar. Retailleau fez um apelo à "responsabilidade dos pais" para que os adolescentes não participem de possíveis distúrbios.
No dia 10, a França já viveu um dia de bloqueios e protestos contra o governo, que só em Paris mobilizou pelo menos 200.000 pessoas e deixou altercações, como o incêndio de um restaurante no centro da capital.
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