MADRID, 26 jul. (EUROPA PRESS) -
Nas últimas horas, o governo francês entrou em contato com o embaixador espanhol, Victorio Redondo Baldrich, e com a presidente executiva e CEO da companhia aérea Vueling, Carolina Martinoli, para obter informações sobre o despejo, na última quarta-feira, de um grupo de jovens judeus franceses de um voo da Vueling em Valência, no que Paris está estudando como um possível "ato de discriminação".
Em uma declaração inicial após a expulsão do grupo de adolescentes, a companhia aérea garantiu que as ações do pessoal a bordo "responderam exclusivamente ao comportamento que comprometeu a integridade do voo, bem como a segurança dos passageiros e da operação como um todo".
A Vueling também afirmou que os expulsos do voo Valência-Paris também manipularam coletes e máscaras de oxigênio, com "alto risco para a aeronave, passageiros e tripulação".
Nesse contexto, o Ministério das Relações Exteriores da França emitiu um comunicado no sábado informando que o Ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, ligou para o CEO da Vueling na última sexta-feira para transmitir "seu profundo choque" sobre o incidente.
"Foram solicitadas explicações, em particular para determinar se esses compatriotas haviam sido discriminados por causa de sua religião. O mesmo foi feito com o embaixador da Espanha na França", diz a nota.
O ministério diz que Martinoli, em resposta, garantiu a Barrot que "uma investigação interna rigorosa está em andamento e que os resultados dessa investigação serão compartilhados com as autoridades francesas e espanholas".
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