Europa Press/Contacto/Sebastien Toubon - Arquivo
MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, manifestou a oposição do país às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar um ataque em grande escala contra as infraestruturas do Irã caso Teerã não aceite um acordo de trégua que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.
“No que diz respeito às ameaças proferidas pelo presidente norte-americano, mais uma vez, nos opomos a qualquer ataque contra infraestruturas civis”, indicou o ministro das Relações Exteriores francês em declarações à emissora France Info, insistindo que a posição de Paris é válida tanto para o Irã quanto para a guerra na Ucrânia, onde há anos denuncia esse tipo de ação da Rússia.
Sem querer entrar em detalhes sobre o prazo dado por Trump, que, em princípio, expira nesta terça-feira às 20h em Washington — quando no Irã serão 3h30 da quarta-feira —, Barrot indicou que “não é o primeiro ultimato estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos” no contexto da guerra.
Em contrapartida, o ministro francês insistiu que a livre circulação de navios no estreito de Ormuz é “um bem comum” que deve ser preservado sob qualquer circunstância. “É por isso que, de forma constante, temos exigido a abertura deste estreito, a segurança marítima e a liberdade de navegação”, afirmou.
A França vem liderando, juntamente com o Reino Unido, uma coalizão de mais de 40 países que trabalha em um plano diplomático e político para reabrir a passagem estratégica, após reconhecer nas últimas semanas que a crise pode se prolongar e que o fim da guerra e a livre navegação pelo estreito não precisam necessariamente andar de mãos dadas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático