Publicado 09/07/2026 13:15

A França se opõe aos pedágios no Estreito de Ormuz e pretende abrir “rotas alternativas” passando pela Síria

Pede o fim das retaliações no estreito e aponta Teerã como “responsável por essa situação”

Archivo - Arquivo - 3 de junho de 2026, Paris, França: Jean-Noel Barrot, Ministro da Europa e das Relações Exteriores, discursa durante uma sessão de perguntas ao governo francês na Assembleia Nacional.
Europa Press/Contacto/Telmo Pinto - Arquivo

MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, ressaltou nesta quinta-feira que o país se opõe às “taxas e chantagens” no estreito de Ormuz, que volta a ser palco de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, e sugeriu a abertura de “rotas alternativas” para o comércio de petróleo através da Síria.

“Nos opomos categoricamente a qualquer forma de obstáculo, pedágio ou chantagem no Estreito de Ormuz e em todos os estreitos do mundo”, destacou o ministro das Relações Exteriores francês em entrevista à emissora TF1, na qual criticou o retorno das hostilidades entre Washington e Teerã.

“O que fez os mercados tremerem foi a retomada das hostilidades. Por isso, é fundamental que esse ciclo de retaliações termine e que as negociações sejam retomadas”, afirmou.

Ao ser questionado sobre como contornar o bloqueio e após sua recente visita à Síria, onde assinou vários acordos bilaterais com as novas autoridades de Damasco, Barrot indicou que a França está trabalhando na opção de abrir “rotas alternativas” ao Estreito de Ormuz, de modo a diminuir a influência do Irã sobre essa rota marítima.

“Entre todos os esforços que temos empreendido desde o início desta crise, está também a ideia de preparar rotas alternativas para não depender de bloqueios em um ou outro lugar”, destacou.

De qualquer forma, o chefe da diplomacia francesa atribuiu ao Irã a responsabilidade pela situação atual no Estreito de Ormuz, com o recrudescimento das tensões com os Estados Unidos. “O Irã violou o acordo firmado com os Estados Unidos e também infringiu o Direito Internacional ao atacar navios que navegavam fora das águas territoriais iranianas”, afirmou, ressaltando que “é o responsável por essa situação”.

Dessa forma, ele exigiu o fim das retaliações e que as partes se concentrem em chegar a um acordo definitivo “necessário para submeter o programa nuclear iraniano a um rigoroso quadro de controle”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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