Publicado 02/07/2026 09:55

A França multou em um milhão de euros o proprietário de um petroleiro ligado à Rússia e apreendido em maio

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de uma bandeira da França.
Rachel Sommer/dpa - Arquivo

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

A Justiça francesa aplicou nesta quinta-feira uma multa de um milhão de euros ao proprietário de um petroleiro ligado à frota fantasma da Rússia — com a qual o país busca contornar as sanções internacionais impostas contra ele pela invasão da Ucrânia —, e que foi interceptado no final de maio.

O Ministério Público francês indicou que tudo aponta para que o navio em questão faça parte dessa frota, que estaria transportando petróleo bruto russo em uma “clara violação” das sanções internacionais que se aplicam ao setor energético do país, segundo informações da emissora BFMTV.

Os promotores, que apontaram que o proprietário é um cidadão de origem russa, esclareceram que, no entanto, o navio, chamado “Tagor” e com bandeira camaronesa, poderá agora “deixar as águas francesas”. O proprietário havia apresentado anteriormente um recurso, pelo que a embarcação se encontrava temporariamente sob “detenção administrativa”. O capitão, por sua vez, foi colocado sob custódia no último dia 3 de junho.

A Marinha francesa, que interceptou o navio inicialmente, o localizou a 740 quilômetros a oeste da Bretanha. Inicialmente, ordenaram sua detenção, mas, diante da recusa do capitão, foram obrigados a abordar o navio e escoltá-lo até a costa francesa.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como “inaceitável” que essas embarcações tentem contornar as sanções para “financiar” a invasão russa da Ucrânia após a apreensão, ocorrida há exatamente um mês. A operação foi realizada “em alto mar” e “com o apoio de vários parceiros, entre eles o Reino Unido, em estrito respeito ao Direito do Mar”, explicou ele na ocasião.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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