Publicado 11/03/2025 23:37

Frana lembra que no dá "cheques em branco" a Damasco após violncia sectária no oeste da Síria

Archivo - Arquivo - 24 de janeiro de 2025, Paris, Ile-De-France (Regio, Frana): o ministro da Europa e das Relaes Exteriores, Jean-Noel Barrot, durante perguntas ao governo na Assembleia Nacional, 4 de janeiro de 2025
Europa Press/Contacto/Julien Mattia - Arquivo

MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro francs das Relaes Exteriores, Jean-Nol Barrot, reiterou nesta tera-feira que "no há cheques em branco" para as novas autoridades sírias e assegurou que as medidas adotadas até agora so "proporcionais, condicionais e reversíveis", depois de condenar o surto de violncia na costa do país de maioria alauíta, que já deixou mais de 1.200 mortos.

"Na Síria, sempre dissemos que no haverá cheques em branco. Julgaremos pelas aes, e todas as medidas que tomamos foram proporcionais, condicionais e reversíveis", disse ele Assembleia Nacional.

O chefe da diplomacia francesa fez essas palavras durante uma apresentao perante os grupos parlamentares, na qual reiterou a "condenao" de "todos os atos de violncia contra civis, independentemente da comunidade a que pertenam".

Barrot disse estar "chocado" com as "imagens insuportáveis das atrocidades perpetradas" no oeste da Síria desde a semana passada, que ele atribuiu a "grupos terroristas", em meio a alegaes contra as novas foras de segurana e grupos aliados a Damasco por abusos e crimes contra a minoria alauíta nas províncias de Latakia e Tartous.

Apesar disso, o chefe da diplomacia francesa voltou a saudar o fim do regime de Bashar al-Assad, que fugiu para a Rússia no início de dezembro do ano passado após uma ofensiva de grupos jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), cujo líder, Ahmad al Shara, é agora o presidente de transio.

"Como podemos no nos alegrar, Excelncia, com a queda de um ditador e tirano que matou e assassinou 400 mil sírios, encarcerados em prises que se assemelham a campos de extermínio?", disse ele, após uma interveno de uma parlamentar.

Ele também defendeu suas aes quando, junto com sua colega alem, Annalena Baerbock, viajou para o país árabe em defesa dos "interesses e da segurana do povo francs, segurana contra o terrorismo, segurana contra a proliferao de armas químicas".

"Ele acrescentou que a Organizao Internacional para a Proibio de Armas Químicas (OPCW) enviará uma equipe técnica a Damasco "esta semana" para apoiar as novas autoridades sírias em seu trabalho de "destruir os arsenais do regime de Al Assad".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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