Publicado 17/06/2026 11:55

A França espera que a proibição do uso de celulares nas escolas de ensino médio entre em vigor no próximo ano letivo

9 de junho de 2026, Paris, França: O ministro da Educação Nacional, Edouard Geffray, responde às perguntas dos deputados durante a sessão de perguntas ao governo de 9 de junho de 2026, na Assembleia Nacional da França.
Europa Press/Contacto/Antonin Burat

MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Educação da França, Édouard Geffray, mostrou-se otimista nesta quarta-feira quanto à possibilidade de a proibição do uso de celulares nas escolas de ensino médio entrar em vigor a partir de 1º de setembro, quando começa o próximo ano letivo.

“Será em 1º de setembro, já que é provável que a lei seja publicada durante o verão. Em breve, enviarei diversos recursos aos diretores das escolas para que possam colocá-la em prática. Considero que isso é fundamental para nossos alunos”, afirmou nesta quarta-feira durante uma entrevista ao canal de televisão France Info.

Os celulares já são proibidos na França, desde a pré-escola até o ensino médio, tanto durante as aulas quanto fora delas, incluindo os intervalos, por uma legislação de 2018; no entanto, a medida não é particularmente eficaz, pois inclui exceções e depende, em parte, do regulamento interno de cada escola ou instituição de ensino.

O novo pacote de medidas anunciado pelo governo liderado pelo presidente Emmanuel Macron, entre as quais se encontra essa proibição, também prevê a restrição do acesso de menores de 15 anos às redes sociais, uma medida que já foi aprovada em primeira votação pela Assembleia Nacional em janeiro.

No entanto, o projeto de lei enfrenta importantes obstáculos jurídicos e técnicos, especialmente no que diz respeito ao direito europeu. Se Bruxelas aprovar o texto — espera-se que o painel de especialistas designado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para avaliar as restrições, apresente suas conclusões em julho — a medida terá de ser revisada por uma comissão conjunta para elaborar um texto comum e, em seguida, ser submetida novamente à votação no Parlamento francês.

Paralelamente, os senadores franceses estabeleceram, em comissão, uma distinção entre duas categorias de plataformas: aquelas consideradas prejudiciais ao desenvolvimento físico, mental ou moral dos menores, que seriam estritamente proibidas, e aquelas consideradas menos problemáticas, acessíveis mediante autorização dos pais.

Espera-se que as divergências possam ser resolvidas ao longo do verão. Em meio à disputa, o deputado do partido Renascimento, Paul Midy, propôs também regulamentar o tempo de uso das redes sociais durante os períodos eleitorais e aplicar normas semelhantes às dos meios de comunicação tradicionais, embora isso tenha sido recebido com certo ceticismo pela Câmara.

Por sua vez, o senador socialista Rémi Cardon apresentou outro projeto de lei com o objetivo de integrar a alfabetização digital ao currículo educacional e restringir certos algoritmos para proteger melhor os menores, sem excluí-los. Na opinião dele, os projetos do governo “adiaram o problema” e não “educam” os jovens sobre os “desafios” que podem encontrar no mundo digital.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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