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MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, descartou nesta quinta-feira a possibilidade de retirar “qualquer sanção” contra o Irã se o estreito de Ormuz continuar bloqueado, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sugerido recentemente um possível acordo com as autoridades iranianas caso elas desistam do desenvolvimento de armas nucleares.
“O Irã, ou pelo menos o regime iraniano, está buscando precisamente a retirada dessas sanções em troca de tomar medidas em relação ao programa nuclear, que deve ser regulamentado”, afirmou Barrot, que sustentou que, nesse caso, as sanções contra Teerã poderiam ser retiradas.
Em entrevista à emissora francesa RTL, o ministro francês ressaltou que, por enquanto, a questão “está totalmente fora de questão”, ao mesmo tempo em que enfatizou que este tipo de estreito é “patrimônio da humanidade” e “não pode ser bloqueado ou sujeito a pedágios”.
“Também não podem ser utilizados como chantagem. Por isso, está totalmente descartada a retirada de qualquer sanção contra o Irã enquanto o estreito estiver bloqueado. Não haverá solução política duradoura até que o regime do Irã realize mudanças significativas", afirmou.
Sobre o envio do porta-aviões francês 'Charles de Gaulle', que recentemente atravessou o Canal de Suez com o objetivo de se dirigir para a região, Barrot destacou que sua presença contribui para reforçar a "credibilidade da postura da França em matéria de defesa".
Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão para tentar chegar a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio. No entanto, as diferenças nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro cara a cara após o acordo de cessar-fogo, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona pelas forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio dessa mediação.
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