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MADRI, 26 jul. (EUROPA PRESS) -
A renovação, na última sexta-feira, do mandato do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, desencadeou um episódio de tensão diplomática entre a França e os Estados Unidos, depois que a delegação francesa na ONU, em Genebra, repudiou o voto contrário de Washington.
“Os Estados Unidos costumavam ser um farol dos Direitos Humanos. Agora não mais. Hoje, colocou-se ao lado da Coreia do Norte, da Nicarágua, do Mali e da Rússia, isolado”, lamentou a delegação francesa em uma mensagem publicada nas redes sociais, referindo-se aos demais países que se pronunciaram contra Turk (Israel, Argentina, Burkina Faso e Trinidad e Tobago também o fizeram).
“O mundo já não dá ouvidos (aos Estados Unidos). A América está sozinha”, lamentou a missão diplomática depois que os Estados Unidos questionaram abertamente o trabalho do diplomata austríaco, a quem acusaram de conduzir uma campanha politizada ao denunciar crimes israelenses durante sua ofensiva na Faixa de Gaza.
Em resposta, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, condenou a mensagem francesa. “É decepcionante, mas não surpreendente, que seja assim que a França se esquiva enquanto vota para se aliar a alguns dos piores violadores dos direitos humanos”, afirmou Waltz nas redes sociais, antes de voltar a atacar Turk.
“A França votou em alguém que vem dando lições a democracias livres e soberanas como os Estados Unidos, o Reino Unido e Israel, enquanto se aliava aos piores opressores do mundo”, concluiu.
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