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Afirma que uma intervenção militar dos Estados Unidos “não faria sentido” MADRID 7 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, defendeu nesta quarta-feira a adoção de uma “resposta conjunta” da Europa às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, um território que ele insiste em reivindicar alegando motivos de segurança para os Estados Unidos. “Queremos tomar medidas, mas queremos dar uma resposta conjunta com os parceiros europeus. Qualquer forma de intimidação, independentemente da sua origem, é abordada, e estamos a preparar uma resposta”, explicou o chefe da diplomacia francesa durante uma entrevista à emissora Radio France.
Assim, ele sinalizou que “à medida que a intimidação cresce”, a França “quer tomar medidas a respeito”, mas “o fará junto com seus parceiros europeus”. “É por isso que nos reunimos hoje com nossos colegas da Polônia e da Alemanha no formato de Weimar. Vamos abordar também esta questão", esclareceu. No entanto, afirmou que não deseja envolver-se em "especulações diplomáticas". "Não faria qualquer sentido um país da OTAN atacar outro da Aliança. Seria um disparate e iria contra os interesses dos Estados Unidos", declarou.
Além disso, reiterou que a Groenlândia “não está à venda” e enfatizou que “pertence aos groenlandeses”. “Seu futuro será definido pelo acordo existente entre a Groenlândia e a Dinamarca”, explicou, ao mesmo tempo em que lembrou que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já descartou uma possível intervenção militar como a que ocorreu recentemente na Venezuela.
Barrot aproveitou a ocasião para pedir “calma” diante dos comentários e ameaças de Trump sobre o território europeu e enfatizou que existe um “apoio contundente dos Estados Unidos à Groenlândia como membro da OTAN, algo que pode ser ameaçado em um instante com qualquer tipo de agressão”.
“A OTAN é uma aliança e os membros devem mostrar respeito mútuo uns pelos outros”, esclareceu, não sem antes destacar novamente que a Groenlândia “é território europeu e continuará sendo”. O ministro francês descartou uma falta de firmeza por parte dos líderes europeus ao rejeitar as ameaças do presidente americano: “não acredito que seja assim”. “Nossa posição não é lamentar, mas defender os princípios fundamentais do Direito Internacional porque são justos, mas, ao mesmo tempo, temos que nos rearmar para poder nos defender”, acrescentou. As aspirações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia têm sido uma constante desde que ele voltou à Casa Branca há um ano. Sob a justificativa da segurança nacional e apelando para a presença de navios chineses e russos na região, o presidente dos Estados Unidos vem reivindicando o controle da ilha.
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